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Corpo de Danilo Sousa é sepultado em Goiânia, nesta quarta (29)

Postado em: 29-07-2020 às 19h00
Investigação da morte está sendo feita pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH); suspeita é que o menino tenha sofrido violência sexual - Foto: Douglas Schinatto/OPopular.

Nielton Soares

O corpo de Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, que foi encontrado em uma mata próximo de casa, foi sepultamento na tarde desta quarta-feira (29), no Cemitério Municipal Vale da Paz, em Goiânia. O velório para a família e amigos se despedirem do menino foi de menos de duas horas, por causa da pandemia do novo Coronavírus.

Ao todo, aproximadamente 30 familiares e amigos compareceram ao local, acompanhando o cortejo até o cemitério. Na manhã, por volta das 10 horas, familiares de Danilo foram até ao Instituto Médico Legal (IML), de posse da documentação para retirada do corpo.

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, providenciou o enterro para a família, que tem poucas condições financeiras.

Desparecimento

Por quase uma semana, a família ficou na expectativa de encontrar o menino vivo, que havia desaparecido no último dia 21, no Parque Santa Rita, na Capital. Naquele dia, já no começo da noite, segundo a mãe, o filho disse que ia para a casa da avó, que mora cerca de 50 metros, na quadra ao fundo. Como não retornou para dormir, ela pensou que ele tinha decidido dormir por lá. No outro dia, ela teria sido informada que o filho nem tinha ido à casa da avó.

Foi quando começaram a procurá-lo e apenas na noite do dia 22, a mãe e o padrasto procuraram a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) para registrar o sumiço. Na delegacia, os dois foram autuados por abandono de incapaz. Na sequência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO) iniciaram buscas na região, com cães farejadores e drones, mas sem sucesso. Segundo o tenente-coronel do CBM-GO, Fernando Caramaschi, as informações desencontradas dificultaram as buscas, que chegaram a ser interrompidas.

Com o retorno das buscas na região, o corpo foi encontrado, na segunda-feira (27), a cerca de 100 metros da casa, em um lamaçal. “Tem alguns pontos onde a lama bate na cintura”, informou Caramaschi. Danilo estava vestido as mesmas roupas do dia em que desapareceu, uma camiseta branca e shorts jeans. Segundo o bombeiro, ele foi encontrado de bruços, com o quadril levantado e o rosto afundado na lama, com marcas na cabeça, no pescoço e sem uma orelha.

Inicialmente, o cadáver precisou passar por perícia e apenas no dia seguinte que o IML, ao emitir o laudo, confirmou ser o corpo de Danilo e que a causa da morte foi asfixia na lama. A hipótese da Polícia Técnico-Científica é que ele tenha sido assassinado no mesmo dia que desapareceu. 'Uma coisa que podemos afirmar com a perícia é que a morte dele não foi acidental”, disse Ricardo Matos, superintendente adjunto da Polícia Técnico-Científica.  

Neste momento, após finalização do caso pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) assumiu a investigação para identificar o assassino da criança.

A família acredita que o criminoso seja alguém conhecido, porque garantem que o menino não iria acompanhar um estranho e que era “medroso”. Um das tias do garoto contou que a mãe e o padrasto temem retaliação e, por isso, estão até escondidos, depois de receberem ameaças. 

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