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Economia
Taxa
08/03/2018 | 06h00
Ganho de produtividade geraria 4% de crescimento
A produtividade é um indicador de eficiência técnica que demonstra como as empresas, indústrias, setores ou o país transforma insumos medidos na produção de bens e serviços

O Brasil precisa melhorar a produtividade para que volte a crescer, dizem relatórios divulgados ontem (7) pelo Banco Mundial. Caso mantenha a taxa atual, o Brasil terá crescimento restrito a 1,8% ao ano. Com melhora na produtividade, o país poderia chegar à taxa de 4,4% ao ano, acrescentam os estudos.

A produtividade é um indicador de eficiência técnica que demonstra como as empresas, indústrias, setores ou o país transforma insumos medidos na produção de bens e serviços. No Brasil, a produtividade do trabalho vem aumentando cerca de 0,7% ao ano desde meados da década de 90, e o crescimento da produtividade total dos fatores (PTF) está em declínio.

Segundo o Banco Mundial, hoje, um trabalhador médio no Brasil é apenas cerca de 17% mais produtivo do que há 20 anos. Entre trabalhadores médios de países de alta renda, o aumento no perído foi de 34%.

A instituição lançou, nesta quarta-feira, os relatórios Emprego e Crescimento - A Agenda da Produtividade e Competências e Empregos - Uma agenda para a juventude. "O crescimento da produtividade é fundamental para gerar empregos melhores e aumentar o padrão de vida das pessoas ao reduzir preços e elevar a qualidade dos produtos consumidos", destacam os textos.

O Banco Mundial ressalta ainda que gerar empregos é importante para que Brasil mantenha as conquistas obtidas até 2010, uma vez que dois terços da redução da pobreza do Brasil de 2000 até 2010 deram-se pela geração de empregos.

Entre 1996 e 2015, enquanto a média anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país) era de 2,6%, aproximadamente dois terços desse incremento corresponderam ao aumentos da força de trabalho e da educação e um terço ao aumento do capital físico.

De acordo com o Banco Mundial, o salário mínimo do Brasil é alto em relação aos níveis internacionais. O nível médio dos salários mínimos legais nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) permaneceu estável, entre 45% e 50% dos salários medianos. No Brasil, essa porcentagem é 70%. Atualmente, o salário mínimo é R$ 954 por mês. 

Segundo o banco, o aumento do salário pode ter impacto na contratação de jovens. Estudos citados na publicação mostram que os aumentos do salário mínimo reduzem em 3% a probabilidade de trabalho dos adolescentes e que um aumento do salário mínimo como proporção do salário médio de 10% está associado a um declínio da formalidade de 3% a 4% em média.

A OCDE é um grupo majoritariamente formado por países desenvolvidos. Em valores, os salários mínimos superam o brasileiro. De acordo com dados de 2015 da organização, enquanto o Brasil tinha um salário mínimo de US$ 1,12 por hora, países como a Austrália atingiam um valor de US$ 9,54 por hora; Estados Unidos, US$ 6,26 e Japão, US$ 5,52. 


Brasil busca melhoras

Em discurso na cerimônia de lançamento dos relatórios, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo tem adotado medidas para equilibrar as contas e incentivar o crescimento. Ele deu, como exemplo, a reforma do ensino médio, que oferecerá aos estudantes opções de itinerários formativos, entre eles a formação técnica, como um fator positivo que poderá melhorar a formação dos jovens. (Agência Brasil)  

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