segunda-feira, 13 de julho de 2026
Bomba

Atentado foi motivado por perda de causa em ação de direito da família

A polícia confirmou que atentando com bomba contra advogado Walmir Cunha está relacionado com a atuação profissional. Dois policiais federais aposentados são apontados como autores do crime

Redaçãopor Redação em 27 de dezembro de 2016 às 15:00
Atentado foi motivado por perda de causa em ação de direito da família
A polícia confirmou que atentando com bomba contra advogado Walmir Cunha está relacionado com a atuação profissional. Dois policiais federais aposentados são apontados como autores do crime

Renato Estevão e Jéssica Chiareli 

O delegado da Polícia Civil Valdemir Branco confirmou, na manhã
de hoje (27), a prisão preventiva dos policiais federais aposentados Ovídio Rodrigues Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro. A dupla é apontada como
autora do atentado com bomba contra o advogado Walmir Oliveira Cunha, em julho
deste ano.

De acordo com o delegado, além das prisões, também foram cumpridos sete
mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva. Um irmão dos suspeitos também foi preso durante as
diligências por porte ilegal de arma de fogo.

Branco confirmou que a motivação do crime está associada à atuação
profissional do advogado, mas não deu mais informações sobre o caso, que segue
em investigação.  “O que podemos dizer
agora é que a Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal, prendeu duas pessoas
supostamente envolvidas no crime. Posteriormente daremos mais detalhes sobre o
caso”, afirmou.

O conselheiro e presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas
da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Erlon Fernandes, afirmou
que a atentado foi uma vingança por uma ação judicial na área da família em que
Walmir autuou e venceu. Fernandes disse ainda que se for comprovada a autoria
dos suspeitos, a OAB Goiás continuará atuando na assistência a acusação,
buscando a pena mais pesada para os supostos criminosos.

O conselheiro classificou a ação criminosa como absurda e
ameaçadora para a administração da justiça. “Quando se escolhe esse meio de
crime não se busca a morte só da pessoa a que se direciona a bomba, mas de
todas as pessoas que estiverem ao redor. A bomba cria uma projeção extraordinária
de destruição. É um crime bárbaro e de motivação torpe”, concluiu.

Foto: reprodução (Facebook) 

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