quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Impasse

Maduro comanda exercícios militares enquanto Guaidó conclama a população para manifestações

Nicolás Maduro demonstrou que está disposto a continuar no poder; Juan Guaidó ressaltou que é necessário cessar com as “perseguições e assassinatos” na Venezuela

Redaçãopor em
Maduro comanda exercícios militares enquanto Guaidó conclama a população para manifestações
Nicolás Maduro demonstrou que está disposto a continuar no poder; Juan Guaidó ressaltou que é necessário cessar com as “perseguições e assassinatos” na Venezuela

Ao comandar exercícios militares, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, demonstrou que está disposto a continuar no poder e não atender à manifestação feita por parte da comunidade internacional para reconhecer a legitimidade de Juan Guaidó como interino e promover novas eleições no país.

“Estamos preparando os exercícios mais importantes da história da Venezuela porque vamos demonstrar o poder militar de Forças Armadas com capacidade operacional, combate e defesa”, disse o presidente que é também o comandante-em-chefe do Exército.

Os exercícios militares foram realizados ontem (27) em Fuerte Paramacay, na região de  Naguanagua, no estado de Carabobo, sob comando de Maduro. O venezuelano promete repetir as atividades até fevereiro.

Europeus

No último dia 26, os governos da Espanha, Alemanha e da França se manifestaram a favor de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela que se autoproclamou presidente interino do país em substituição a Nicolás Maduro.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a “o povo venezuelano deve decidir livremente seu futuro”, e que a França pode reconhecer Guaidó como presidente enquanto não são realizadas novas eleições para resolver o impasse político na Venezuela.

Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro da Espanha (presidente de governo), Pedro Sánchez, estabeleceu prazo de oito dias para que Maduro convoque “eleições justas, livres, transparentes e democráticas”.

Segundo a porta-voz do governo alemão, Martina Fietz, “se as eleições não forem anunciadas no prazo de oito dias, a Alemanha está pronta para reconhecer Juan Guaido como presidente interino”.

Durante a semana, a União Europeia já havia manifestado apoio às novas eleições e à Assembleia Nacional da Venezuela. Brasil, Argentina, Colômbia, Canadá e Estados Unidos já reconheceram Guaidó como presidente.

Papa

Ontem (27), o papa Francisco, que participa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá, pediu que seja tomada uma solução justa e pacífica para a crise na Veneuzuela.

“Aqui no Panamá, tenho pensado muito sobre o povo venezuelano, a quem me sinto particularmente unido ultimamente”, afirmou o papa. “Peço ao Senhor que busque e alcance uma solução justa e pacífica para superar a crise, respeitando os direitos humanos e desejando exclusivamente o bem de todos os habitantes do país.”

Aliados de Maduro

México, Cuba, Irã e Turquia declararam apoio a Maduro. Rússia e China divulgaram manifestações incisivas contra qualquer intromissão externa na política venezuelana.

Maduro governa a Venezuela desde 2013, foi reeleito em pleito em 2018 sob suspeição. Ele diz que há um  “golpe midiático” contra a Venezuela, promovido pelos Estados Unidos.

Guaidó 

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fez um pronunciamento, por meio de transmissão ao vivo nas redes sociais, em que anunciou manifestações em todo país, na próxima quarta-feira (30) e no sábado (2). Também agradeceu o apoio internacional e a ajuda humanitária prometidos ao povo venezuelano.

A reação dele ocorre logo após a Organização das Nações Unidas (ONU) apelar para novas eleições na Venezuela e a maior parte da comunidade internacional anunciar apoio ao governo interino.

“A nossa luta não terminou por excesso de usurpação de poder”, afirmou o interino, no início da declaração, ressaltando ter informações de que seu nome foi vetado em rádios do país. Ao conclamar para novas manifestações ao longo da semana, ele pediu que sejam “pacíficas” e frisou a palavra.

“Peço a todos os venezuelanos que saiam às ruas”, disse Guaidó. “Levando a nossa mensagem”, acrescentou o presidente interino, lembrando que a ONU deu prazo de oito dias, a contar de sábado (27), para serem realizadas novas eleições no país.

O pronunciamento durou cerca de 14 minutos e foi ao ar por volta das 23h (horário de Brasília). Guaidó usou um cenário simples para discursar: sentado em uma mesa, tinha atrás dele, do lado esquerdo do vídeo, a bandeira da Venezuela e à direita um busto de Símon Bolívar, herói nacional.

Guaidó ressaltou que é necessário cessar com as “perseguições e assassinatos” na Venezuela e com o desrespeito aos direitos humanos. Também lembrou que há cerca de 160 militares presos no país. Nos últimos dias, ele tem defendido a anistia aos militares e civis que servem ao governo do presidente Nicolás Maduro.

Sem mencionar o nome de Maduro, Guaidó se refere a ele apenas como “usurpador”. Segundo o presidente interino, o esforço será também para recuperar a economia da Venezuela, iniciando com as emergências humanitárias com apoio internacional, oferecido por vários países, inclusive os Estados Unidos e o Reino Unido.

Mais cedo, Guaidó apelou para que as Forças Armadas “não disparem mais contra o povo da Venezuela, nem reprima as manifestações que têm caráter pacífico e democrático”. (Agência Brasil) 

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
Pará

Veja também

Wilder reage à crise do PL Goiás com Márcio Corrêa: “A palavra é essencial”

CRISE NO PL

Wilder reage à crise do PL Goiás com Márcio Corrêa: “A palavra é essencial”

Senador relembra relação com Anápolis e critica apoio do prefeito a outro projeto político
‘Não sei mentir’: Gracinha cita Mendanha ao falar de ataques

CLIMA HOSTIL

‘Não sei mentir’: Gracinha cita Mendanha ao falar de ataques

Candidata ao Senado afirma que é alvo de conteúdos contra sua imagem e associa episódios a precon...
Márcio Corrêa critica Wilder e questiona fidelidade do senador ao PL: “Votou junto com o governo Lula”

Rebateu

Márcio Corrêa critica Wilder e questiona fidelidade do senador ao PL: “Votou junto com o governo Lula”

Prefeito de Anápolis reagiu ao processo disciplinar por infidelidade partidária após declarar apo...
“Tráfico estava infiltrado entre moradores de rua do DF”, diz Celina Leão

POLÍTICA

“Tráfico estava infiltrado entre moradores de rua do DF”, diz Celina Leão

Governadora destaca operações contra o tráfico e desmobilização de ocupações irregulares em d...
Grass leva campanha às ruas e mira estudantes no DF

POLÍTICA

Grass leva campanha às ruas e mira estudantes no DF

Candidato participa de encontro nacional, faz panfletagem na UnB e se reúne com movimentos sociais ...
Caiado defende escala 5×2 e chama CLT de ‘arcaica’

eleições 2026

Caiado defende escala 5×2 e chama CLT de ‘arcaica’

Candidato do PSD afirma que mudanças no mercado de trabalho devem acompanhar novas demandas da juve...
Amarrando as pontas, Daniel Vilela chama José Mário Schreiner para coordenador-geral da campanha

ELEIÇÕES 2026

Amarrando as pontas, Daniel Vilela chama José Mário Schreiner para coordenador-geral da campanha

Presidente da Faeg deve assumir função após confirmar apoio ao governador e mobilizar lideranças...
Caiado

Eleições 2026

Caiado promete fechar estatais e acusa PT de perder controle para facções

Candidato do PSD afirma que pretende reduzir despesas, rever benefícios fiscais e critica política...