segunda-feira, 4 de maio de 2026
Fantasma e rachadinhas

Após reportagens do O Hoje, Câmara de Goiânia retoma debate do ponto biométrico

Depois de mais de dois anos, a Câmara Municipal de Goiânia volta a discutir a adoção do ponto biométrico para atestar a frequência de funcionários. Desta vez, a matéria será apresentada, na próxima terça-feira (28/09), pela própria mesa diretora da Casa. A medida foi aprovada depois que o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota), se […]

Nielton Soarespor Nielton Soares em 24 de setembro de 2021
Em 2019, vereadores rejeitaram a adoção da comprovação de frequência, tanto para parlamentares quanto para funcionários | Foto: reprodução
Em 2019, vereadores rejeitaram a adoção da comprovação de frequência, tanto para parlamentares quanto para funcionários | Foto: reprodução

Depois de mais de dois anos, a Câmara Municipal de Goiânia volta a discutir a adoção do ponto biométrico para atestar a frequência de funcionários. Desta vez, a matéria será apresentada, na próxima terça-feira (28/09), pela própria mesa diretora da Casa.

A medida foi aprovada depois que o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota), se reuniu com vereadores, nessa quinta-feira (23/09) para tratar da crise provocada após séries de reportagens do jornal O Hoje, sobre funcionários ‘fantasmas’.

O ponto biométrico deve ser adotado para tentar resolver a falta de controle das frequências, o que vem facilitando que servidores não desempenhem suas funções em gabinete, como mostrou O Hoje, ao comprovar que alguns realizam outros trabalhos particulares, no horário do expediente.

Além de funcionários, a reportagem aponta esquema de “rachadinha” no gabinete de Célio Silva (PTC), com articulação de um secretário do Paço Municipal.

A adoção da frequência não deve atingir a todos, uma vez que aproximadamente 40% dos servidores trabalham fora da Câmara. Porém, para eles, a proposta é que seja exigida a apresentação de relatório mensal de cada um.

Rejeitado

Uma proposta semelhando foi debatida em março de 2019. Na época, um vereador queria a adoção do ponto biométrico para todos: parlamentares e funcionários, porém, a matéria não foi aprovada.

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