quinta-feira, 25 de junho de 2026
Inclusão

17 de maio: Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

No Brasil, comemora-se o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia no dia 17 de maio. A data está incluída no Calendário Oficial desde 2010, previsto no Decreto de 4 de junho, assinado por Lula.

Julia Kuramotopor Julia Kuramoto em 17 de maio de 2023
Rainbow Flag consists of six stripes, with the colours red, orange, yellow, green, blue, and violet
Rainbow Flag consists of six stripes, with the colours red, orange, yellow, green, blue, and violet

No Brasil, comemora-se o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia no dia 17 de maio. A data está incluída no Calendário Oficial desde 2010, previsto no Decreto de 4 de junho, assinado por Lula. Sendo assim, a celebração teve sua criação por movimento sociais, de defesa dos Direitos Humanos, em memória ao período em que deixou de se considerar o termo “homossexualismo”.

Publicado em 1952, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria, apontava a homossexualidade como uma doença a ser tratada. Além disso, na época, também se excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

Dessa forma, o objetivo é suscitar o debate à respeito de diversos tipos de preconceitos contra as diferentes orientações sexuais e identidades de gêneros. Além disso, pretende gerar o desenvolvimento de uma conscientização civil sobre a importância do combate e criminalização da homofobia. Por esses motivos, movimentos sociais defendem que é crucial conscientizar as pessoas com base nesse tipo de opressão, e seus efeitos físicos em mentais.

Crime

O Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil revela que durante 2022 ocorreram 273 mortes violentas no país. Desse número, 228 foram assassinatos, 30 suicídios e 15 de outras causas. Esse material resulta do esforço coletivo de produção e sistematização de dados em relação à respeito da violência e violação de direitos LGBTI+.

Pandemia

Durante a pandemia, o grupo social ficou ainda mais vulnerável. Conforme um relatório, produzido pela Transgender Europe (TGEU) em 2021, que monitora dados levantados globalmente por instituições trans e LGBTQIA+, 70% de todos os assassinatos registrados na comunidade ocorreram na América do Sul e Central. Desse modo, 33% ocorreram no Brasil.

Segundo o psicólogo André Carneiro, um dos principais obstáculos da comunidade está relacionada à cultura cis heteronormativa.

“Infelizmente, o Brasil ainda é um país bastante preconceituoso e as consequências de atos discriminatórios apresenta prejuízos imensos a saúde mental das vítimas, como depressão, ansiedade, alcoolismo, vício em drogas e até mesmo suicídio”, acrescenta.

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