sexta-feira, 14 de agosto de 2026
violência de gênero

Senado pede prisão preventiva de Ciro Gomes por violência política de gênero

Pedido se baseia em falas consideradas ofensivas à prefeita de Cratéus, Janaína Farias (PT)

Otavio Augustopor Otavio Augusto em
Senado pede prisão preventiva de Ciro Gomes por violência política de gênero
Senado pede prisão preventiva de Ciro Gomes. Foto: Divulgação

A Advocacia do Senado protocolou pedido de prisão preventiva contra o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT). A solicitação, feita no início deste mês, é motivada por declarações consideradas ofensivas à ex-senadora e atual prefeita de Cratéus (CE), Janaína Farias (PT).

O processo busca apurar possíveis crimes relacionados às falas de Ciro, em que ele chamou Janaína de “cavalo” do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e afirmou que a única “realização” da gestora teria sido atuar como assessora de “assuntos de cama”. As declarações ocorreram em 2024, após Janaína assumir a vaga no Senado deixada por Santana.

A denúncia inicial foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral do Ceará, por meio da Promotoria Eleitoral. Em julho de 2024, a Justiça Eleitoral acatou a representação com base no artigo 326-B do Código Eleitoral, que tipifica como violência política de gênero atos de assédio, humilhação ou discriminação contra mulheres em cargos eletivos. O objetivo da lei é coibir práticas que dificultem o desempenho de mandatos ou campanhas.

Ciro Gomes pode ser preso por ataques a Janaína Farias. Foto: Divulgação

Ciro Gomes já havia sido condenado em maio deste ano pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A decisão determinou o pagamento de R$ 52 mil em indenização por danos morais à prefeita.

O pedido de prisão preventiva recebeu apoio público da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Em publicação na rede social X no domingo (7), Gleisi afirmou que a Advocacia do Senado “agiu muito bem” ao solicitar a medida e classificou as ofensas como “gravíssimas”.

Agora, caberá à Justiça avaliar se a prisão preventiva será decretada. O caso segue em tramitação.

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