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domingo, 14 de dezembro de 2025
Operação Viagem de Papel

Operação desmonta esquema de golpes com pacotes turísticos no Brasil

Polícia Civil cumpre mandados em Campo Grande e mira organização que atuava há quase 10 anos vendendo viagens falsas, incluindo pacotes para o Japão

Micael Silvapor Micael Silva em 26 de novembro de 2025
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Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Viagem de Papel para desarticular um grupo criminoso especializado em estelionatos envolvendo a venda fraudulenta de pacotes turísticos e passagens aéreas. A ação ocorreu em Campo Grande (MS) e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão e no bloqueio de bens avaliados em R$ 300 mil.

As investigações tiveram início em julho de 2025, após as primeiras denúncias de vítimas que adquiriram pacotes turísticos para o Japão e registraram prejuízo superior a R$ 90 mil em um único núcleo familiar. Conforme a PC, o golpe alcançou dezenas de pessoas em vários estados, revelando um esquema amplo, estruturado e de longa duração.

O grupo se apresentava como proprietário de uma agência de viagens e oferecia pacotes e passagens com valores muito abaixo dos praticados no mercado. Para convencer os clientes, os golpistas alegavam trabalhar com milhas e supostos acordos especiais com companhias aéreas. Eles ainda utilizavam indicações de pessoas conhecidas, incluindo empresários do ramo esportivo, para reforçar a credibilidade.

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Foto: Divulgação/PCGO

Após fechar os negócios, os criminosos orientavam que os pagamentos fossem feitos via PIX para contas de terceiros. Quando a data da viagem se aproximava, surgiam as desculpas: atrasos na emissão das passagens, problemas no sistema ou supostas falhas das companhias aéreas. Pouco depois, interrompiam o contato, bloqueavam as vítimas e desapareciam com o dinheiro. A PC identificou que os valores eram rapidamente espalhados por diversas contas bancárias.

Estrutura familiar e histórico de golpes

Segundo a Polícia Civil, o grupo era composto por pessoas com vínculos familiares e empresariais. O líder usava pseudônimo e mantinha um CNPJ ativo de agência de viagens em seu nome. Um cunhado era o principal recebedor dos valores desviados. Já a esposa do líder possui histórico de envolvimento em golpes semelhantes e chegou a administrar uma agência posteriormente desativada.

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Foto: Divulgação/PCGO

O principal investigado também possui extensa ficha criminal nos estados de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, sempre relacionada a fraudes na venda de pacotes turísticos. De acordo com a PC, o grupo atua há quase 10 anos nessa modalidade, acumulando vítimas em todo o Brasil.

Crimes e próximos passos

Os suspeitos irão responder por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O material apreendido nas buscas está em análise, e a Polícia Civil trabalha para identificar novas vítimas e aprofundar o rastreamento dos valores desviados.

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