sexta-feira, 16 de outubro de 2026
JUSTIÇA

Jornalista é presa em flagrante por injúria racial em evento no Rio

Suspeita teria ofendido segurança durante festa de formatura na Cidade Nova

Luana Avelarpor em
Jornalista é presa em flagrante por injúria racial em evento no Rio
Foto: Instagram

Uma jornalista foi presa em flagrante na madrugada da última sexta-feira (19), no Rio de Janeiro, sob suspeita de injúria racial durante um evento realizado na Cidade Nova, região central da capital fluminense. A mulher foi identificada como Mônica da Mota Soares Malta.

De acordo com o registro policial, a ocorrência envolveu funcionários que atuavam em uma festa de formatura de alunos do Ensino Médio de uma escola particular. O episódio aconteceu por volta das 5h30, no encerramento do evento, após a equipe informar que o banheiro do local já estava fechado.

Mônica Malta é jornalista e, até meados de dezembro, exercia a função de editora responsável pelo Rio de Janeiro no Jornal da Globo, telejornal apresentado por Renata Lo Prete. O nome dela constava nos créditos do programa até o dia 15. Procurada, a TV Globo informou que a profissional não mantém mais vínculo com a empresa.

Discussão terminou em injúria racial

Segundo a apuração, após ser informada sobre o fechamento do banheiro, a suspeita insistiu em utilizá-lo e se envolveu em uma discussão com membros da equipe. Durante o conflito, teria ameaçado uma funcionária e dirigido ofensas de cunho racista a um segurança, configurando injúria racial, conforme o boletim de ocorrência.

um dos seguranças que tentou remediar a situação, xingando-o de “macaco”. A situação levou funcionários do evento a acionarem as autoridades. Os envolvidos foram encaminhados à delegacia para registro do caso.

Prisão em flagrante e providências legais

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a ocorrência foi registrada na 19ª DP (Tijuca) e que a jornalista foi presa em flagrante pelo crime de injúria racial.

Em depoimento, a mulher afirmou que havia ingerido bebida alcoólica e feito uso de medicamento controlado antes do ocorrido. O caso permanece sob investigação.

A legislação brasileira prevê que a injúria racial seja tratada com rigor semelhante ao crime de racismo, o que fundamentou a prisão em flagrante registrada durante o atendimento da ocorrência.

LEIA MAIS: https://ohoje.com/2025/11/26/racismo-no-trabalho/

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