Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta-feira
Reajuste de 6,79% incorpora inflação medida pelo INPC e ganho real limitado pelo arcabouço fiscal
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, entra em vigor a partir desta quinta-feira (1º). O valor representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e reflete a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC, somada a um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal.
Com a limitação imposta pelo novo regime fiscal, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria alcançado R$ 1.636 em 2026.
O salário mínimo serve como referência para uma série de benefícios e obrigações, incluindo aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono do PIS/Pasep, o valor mínimo do seguro-desemprego, além das contribuições mensais do MEI e limites para ações no Juizado Especial Cível.
O que muda com o salário mínimo de 2026
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Aposentadorias, pensões e auxílios do INSS pagos pelo piso
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Benefício de Prestação Continuada (BPC)
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Valores de atrasados do INSS
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Abono do PIS/Pasep
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Valor mínimo do seguro-desemprego
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Limite de causas no Juizado Especial Cível
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Contribuição mensal do MEI
A política de valorização do salário mínimo foi retomada no governo Luiz Inácio Lula da Silva e prevê correção pela inflação somada à variação do PIB de dois anos antes. Em 2024, o INPC acumulado foi de 4,18%, segundo o IBGE, enquanto a economia brasileira registrou crescimento de 3,4%.

Pelas regras atuais, no entanto, o ganho real incorporado ao salário mínimo ficou limitado a 2,5%, percentual máximo permitido pelo arcabouço fiscal, que estabelece crescimento real das despesas entre 0,6% e 2,5% ao ano acima da inflação. Segundo o governo federal, a medida busca conter o avanço de gastos obrigatórios e preservar a sustentabilidade fiscal.