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Corrida, academia e bem-estar fazem mercado de tênis disparar no Brasil

Vendas de tênis movimentaram R$ 21,6 bilhões em 2025

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 31 de julho de 2026 às 22:02
Corrida, academia e bem-estar fazem mercado de tênis disparar no Brasil
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A rotina dos brasileiros está cada vez mais ligada à prática de atividades físicas. Seja nas corridas de rua, nas academias, nos parques ou em caminhadas ao ar livre, a busca por uma vida mais saudável tem transformado hábitos de consumo e criado oportunidades para diferentes segmentos da economia. Um dos principais beneficiados é o mercado de calçados esportivos, que vive um ciclo de expansão impulsionado pelo aumento do número de praticantes de exercícios e pela procura por produtos que combinem desempenho, conforto e estilo.

O movimento acompanha uma mudança cultural observada nos últimos anos. O tênis deixou de ser um item restrito ao esporte para se tornar peça essencial no dia a dia. Hoje, consumidores procuram modelos que possam ser utilizados no trabalho, na faculdade, em momentos de lazer e durante a prática esportiva, ampliando o potencial de vendas da indústria calçadista.

Segundo levantamento da Euromonitor International, as vendas de tênis movimentaram R$ 21,6 bilhões em 2025, crescimento de 15% em relação ao ano anterior e alta acumulada de 84% desde 2020. O segmento de calçados esportivos continua sendo o maior dentro do mercado de sportswear e deve seguir liderando a expansão nos próximos anos, impulsionado principalmente pela popularização da corrida e pelo avanço do conceito de bem-estar.

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Corridas de rua vivem um verdadeiro boom

Poucas modalidades cresceram tanto quanto as corridas de rua. Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) mostram que o número de provas realizadas no país saltou de 2.827 eventos em 2024 para 5.241 em 2025, crescimento de 85% em apenas um ano.

Depois de avançar 45% em 2024 e mais 25% em 2025, a expectativa da entidade é de expansão de aproximadamente 15% em 2026, consolidando o Brasil como um dos mercados mais dinâmicos para esse tipo de competição.

O crescimento também altera o perfil do consumidor. Antes concentradas em atletas experientes, as provas passaram a receber iniciantes, famílias e praticantes ocasionais, ampliando a demanda por equipamentos específicos, principalmente calçados com maior amortecimento, estabilidade e durabilidade.

Academias ampliam público e fortalecem a cadeia do esporte

Outro indicador da mudança de comportamento está dentro das academias. O Brasil encerrou 2025 com 41.332 academias em funcionamento e cerca de 13,65 milhões de alunos, número equivalente a aproximadamente 7% da população brasileira. Em apenas uma década, a quantidade de estabelecimentos praticamente triplicou.

Mesmo assim, especialistas apontam que ainda existe enorme espaço para crescimento. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 47% dos brasileiros permanecem fisicamente inativos, percentual que demonstra o potencial de expansão do setor fitness.

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A combinação entre maior conscientização sobre saúde, envelhecimento da população e prevenção de doenças tem estimulado investimentos em infraestrutura, equipamentos e produtos esportivos. Para a indústria calçadista, isso representa um mercado consumidor cada vez mais amplo, formado por pessoas que utilizam tênis diariamente, mesmo quando não praticam esportes de alta intensidade.

Tecnologia e inovação tornam-se diferenciais competitivos

A corrida pela preferência do consumidor também impulsiona investimentos em inovação.

Fabricantes apostam em tecidos mais leves, espumas de maior absorção de impacto, solados com melhor retorno de energia, materiais respiráveis e processos produtivos mais eficientes.

Segundo análise da Euromonitor, empresas que conseguem combinar tecnologia, experiência de compra omnichannel e inovação têm ampliado participação no mercado brasileiro. O relatório também destaca que o crescimento do interesse por corrida e atividades de bem-estar tem orientado o lançamento de novos produtos e fortalecido tanto marcas tradicionais quanto novos concorrentes. Além disso, sustentabilidade começa a ganhar espaço como diferencial competitivo, com investimentos em materiais recicláveis e processos produtivos de menor impacto ambiental.

Bem-estar consolida uma nova economia do esporte

Mais do que vender calçados, a indústria esportiva passou a acompanhar uma transformação profunda no comportamento do consumidor.

O crescimento das corridas de rua, das academias e da preocupação com qualidade de vida fortalece uma cadeia que envolve fabricantes, varejo, organizadores de eventos, profissionais de educação física, tecnologia e saúde.

Para o setor calçadista, o cenário permanece favorável. A expectativa é que o aumento do número de praticantes de atividades físicas, aliado ao avanço do consumo de produtos esportivos para uso cotidiano, mantenha o mercado em expansão nos próximos anos.

 

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