Endividamento marca início de 2026 para quase 40% dos brasileiros
Pesquisa revela dívidas elevadas, cautela no consumo e pessimismo econômico
O endividamento define o início de 2026 para uma parcela da população brasileira. Levantamento do instituto Hibou aponta que 39% dos brasileiros começam o ano com dívidas, enquanto apenas 12% afirmam ter dinheiro sobrando. O dado revela um cenário de fragilidade financeira que influencia decisões de consumo, planos pessoais e expectativas em relação à economia.
Entre os entrevistados que estão no vermelho, o endividamento é significativo. Três em cada dez acumulam dívidas superiores a R$ 15 mil, e outros 28% devem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. O quadro indica compromissos financeiros de médio e longo prazo, que pressionam o orçamento doméstico e reduzem a margem para imprevistos.
Endividamento influencia expectativas e prioridades
A percepção sobre o cenário econômico acompanha esse contexto. Metade dos entrevistados acredita que a economia brasileira vai piorar em 2026. Apenas 25% esperam melhora, enquanto o restante aposta em estabilidade. O pessimismo reforça comportamentos defensivos: 48% afirmam que pretendem economizar tudo o que for possível ao longo do ano.
Mesmo sob pressão do endividamento, os brasileiros mantêm prioridades claras. Ganhar mais dinheiro lidera a lista de objetivos para 2026, seguido por metas ligadas à saúde e à casa. A busca por qualidade de vida aparece como valor central, ainda que condicionada às limitações financeiras.
Viajar segue nos planos de parte da população, mas de forma seletiva. Quatro em cada dez entrevistados pretendem fazer mais de uma viagem no ano, enquanto eventos esportivos não figuram como motivadores relevantes.
A pesquisa “Expectativas 2026” ouviu 1.501 pessoas em todo o país, entre 15 e 17 de dezembro de 2025, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Os dados indicam um início de ano marcado por cautela, reorganização financeira e adaptação a um cenário percebido como adverso.
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