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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
"NÃO TEMOS MAIS DINHEIRO"

Sandro Mabel diz que não há abertura para diálogo com médicos em greve em Goiânia

Prefeito afirma que adesão é pequena e que prefeitura paga acima do mercado

Micael Silvapor Micael Silva em 14 de janeiro de 2026
médicos
Foto: Divulgação/Sindsaúde e Alex Malheiros

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou nesta quarta-feira (14) que não há abertura para diálogo com os médicos que estão em greve na capital. Segundo o gestor, a justificativa é a baixa adesão ao movimento e a limitação orçamentária do município.

De acordo com Mabel, apenas 14 médicos aderiram à paralisação e a prefeitura paga cerca de 35% a mais do que o valor praticado pelo mercado. “Não temos mais dinheiro para gastar”, declarou o prefeito.

A paralisação teve início na terça-feira (13), quando profissionais da rede municipal de saúde de Goiânia entraram em greve por tempo indeterminado. O movimento reúne médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos, e começou com uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América, às 9h. O ato marcou o primeiro dia de uma mobilização que, segundo as entidades, deve se intensificar nas próximas semanas.

Além da manifestação central, também foram registrados protestos pontuais, como o ato contra o fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais.

A greve foi deflagrada após semanas de tensão entre as entidades representativas da saúde e a gestão municipal. Os profissionais denunciaram o que classificam como “propaganda enganosa” da prefeitura, alegando que o discurso oficial não reflete a realidade das unidades de saúde, que enfrentam falta de insumos básicos, medicamentos e problemas recorrentes de segurança.

Embora o ato tenha ganhado maior visibilidade no Jardim América, a paralisação afeta toda a rede municipal. Conforme determina a legislação e reforça o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos integralmente para garantir a preservação da vida.

Em contrapartida, atendimentos ambulatoriais, consultas de rotina e procedimentos eletivos foram suspensos, comprometendo o funcionamento regular da atenção básica em diversas regiões da capital.

Segundo o Simego, a insatisfação da categoria é profunda e está relacionada a perdas salariais e condições de trabalho consideradas exaustivas. O estopim da greve teria sido o Edital de Chamamento nº 03/2025, que prevê redução de até 35% nos honorários médicos e jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.

A diretora do sindicato, Sheila Ferro, afirmou que, mesmo com a paralisação, há preocupação com os pacientes. “Serão feitas triagens para classificação dos atendimentos e, usando o bom senso, casos como renovação de receitas controladas serão atendidos para evitar o agravamento do quadro clínico”, explicou.

Outro ponto destacado é a adesão de diferentes categorias da saúde. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, ressaltou a participação de profissionais credenciados e servidores efetivos.

“Finalizamos agora o início do movimento grevista de todos os trabalhadores e trabalhadoras credenciados do município de Goiânia. Houve participação de todas as categorias e a luta está só começando”, afirmou.

.Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para mais esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.

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