Vale a pena investir em Tesouro IPCA+ em 2026?
O Tesouro IPCA continua sendo uma opção interessante para quem busca proteger os investimentos contra a inflação
O início do ano é a época ideal para fazer ajustes na carteira e decidir onde vale a pena investir. Os títulos do Tesouro Direto seguem sendo uma boa opção para quem prioriza rentabilidade e segurança e, entre eles, um que se destaca é o Tesouro IPCA+.
O Tesouro IPCA é um título público híbrido, que combina a rentabilidade atrelada à inflação (cujo índice oficial é o IPCA) com uma taxa prefixada. Isso permite ao investidor proteger seu capital contra a perda do poder de compra ao longo do tempo.
Especialistas apontam que, em 2026, esse tipo de investimento pode ser considerado uma alternativa estratégica para diferentes perfis de investidores, principalmente em cenários de juros moderados ou em ajustes graduais da Selic.
É importante compreender como o Tesouro IPCA funciona, pois isso permite avaliar objetivos financeiros, prazos e riscos, embora o conhecimento não elimine riscos ou garanta retornos.
Neste artigo, explicaremos o funcionamento do Tesouro IPCA, mostraremos como ele protege o capital contra a inflação e esclareceremos se esse investimento ainda vale a pena em 2026.
Embora informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Como o Tesouro IPCA+ protege contra a inflação?
Para entender como o Tesouro IPCA+ protege o dinheiro investido contra a inflação, é preciso saber que ele é um título híbrido. Isso quer dizer que ele tem parte de sua rentabilidade fixa, conhecida no momento da compra, e outra parte variável, indexada ao IPCA.
Desse modo, se a inflação sobe, a rentabilidade do título aumenta proporcionalmente, evitando que o dinheiro perca poder de compra.
Diferença entre prefixado, pós-fixado e Tesouro IPCA+
Prefixado, pós-fixado e Tesouro IPCA+ são tipos de títulos públicos do Tesouro Direto cuja principal diferença é a rentabilidade.
Os títulos prefixados garantem rentabilidade fixa desde o início, independentemente de variações na Selic ou inflação. Se mantidos até o vencimento, seu retorno é previsível.
Os títulos pós-fixados, por sua vez, rendem com base em taxas variáveis como a Selic. Eles contam com baixa volatilidade e têm uma alta liquidez.
Já o Tesouro IPCA+ tem sua rentabilidade atualizada pelo IPCA (o índice da inflação oficial) mais uma taxa fixa, protegendo o poder de compra do dinheiro a longo prazo. Ele é sensível a oscilações de juros, mas menos volátil que os títulos prefixados em alguns cenários.
Quando esse investimento faz sentido na carteira?
O Tesouro IPCA+ faz sentido na carteira quando o objetivo é proteção contra inflação em horizontes longos, sobretudo quando as taxas reais (IPCA + juro fixo) estão atrativas, acima de 6-7% ao ano.
Ele costuma valer muito a pena em períodos de inflação elevada ou incerteza fiscal, já que protege o poder de compra e pode valorizar com a queda de juros.
Isso porque é um investimento que também faz muito sentido para investidores conservadores ou moderados com objetivos como poupar para a aposentadoria, desde que não tenham necessidade imediata de liquidez.
Relação entre prazo, liquidez e objetivos financeiros
Prazo, liquidez e objetivos financeiros se relacionam pelo alinhamento estratégico: investimentos de prazos curtos priorizam alta liquidez para emergências, enquanto aqueles de prazos longos aceitam menor liquidez em prol de maiores retornos.
No caso dos títulos do Tesouro Direto, todos têm liquidez diária, mas resgates antecipados causam marcação a mercado, o que gera impacto nos retornos em títulos de longo prazo.
Como Tesouro IPCA contribui para diversificação de investimentos?
O Tesouro IPCA+ contribui para a diversificação dos investimentos ao proteger contra inflação em carteiras com ações, renda fixa pós-fixada ou prefixada, reduzindo a correlação com oscilações de juros ou mercado.
Além disso, ele traz mais estabilidade no longo prazo, equilibrando riscos e preservando o poder de compra do capital em cenários adversos.
Como avaliar se o Tesouro IPCA+ se encaixa na estratégia do investidor?
Uma boa forma de avaliar o Tesouro IPCA+ é comparando a taxa real oferecida (IPCA + juros fixos) com as projeções de inflação e alternativas como CDI. Além disso, é importante garantir que o investimento esteja alinhado ao perfil de risco, ao horizonte e às metas do investidor.
Por isso, vale a pena usar questionários de suitability e simuladores do Tesouro Direto para verificar se o investimento é adequado para a estratégia adotada, considerando a volatilidade e o IR regressivo.
PI 38496
Leia também: Agro impulsiona economia em 2025, mas entra em 2026 sob pressão fiscal e externa