UB-PP e PSD priorizam chapa para Câmara dos Deputados em Goiás
Partidos da base governista ajustam estratégias para formar nominatas competitivas
Não é segredo que a disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados é uma das principais preocupações dos partidos políticos. Isso porque a representação das legendas na Casa Baixa, que precisam atingir a cláusula de barreira, é o que determina o tempo de propaganda nas TVs e rádios e o direito ao Fundo Partidário, ou seja, a sobrevivência do partido.
Em Goiás, a federação União Progressista (União Brasil e PP) e o PSD vivem um novo momento em suas montagens de chapa para candidatos a deputado federal. Isso porque a saída do governador Ronaldo Caiado do União Brasil e sua filiação ao PSD alterou a dinâmica política do Estado.
O presidente em exercício do União Brasil em Goiás, o ex-deputado federal e presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO), Delegado Waldir, afirmou que a federação terá 18 candidatos à Câmara Federal. “A gente já está participando da montagem da nossa chapa. A chapa da federação terá 18 candidatos e o governador Ronaldo Caiado e o Daniel Vilela fizeram o compromisso de eleger, no União Brasil, quatro deputados federais”, destacou Waldir, em conversa com a reportagem do O HOJE.
Segundo Waldir, além dele próprio, os “pré-nomes” para a disputa são os deputados que irão disputar a reeleição, José Nelto (União Brasil) e Adriano Avelar (PP); a secretária de Educação, Fátima Gavioli; e o presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales. A deputada Silvye Alves já afirmou que deve deixar a sigla durante a janela partidária, porém pretende permanecer na base governista. Já o deputado Zacharias Calil quer se candidatar a uma vaga no Senado Federal.
O presidente interino do UB também destacou que a montagem de uma chapa competitiva no Estado é o principal objetivo eleitoral do presidente nacional do partido, Antônio Rueda. “São os deputados federais que trazem o fundo partidário, que depois vai ser importante para a montagem dos palanques de vereadores e prefeitos. Toda a estrutura política dos próximos quatro anos é feita agora”, frisou.

Waldir ressaltou que, apesar das conversas já em andamento, o martelo será batido de maneira derradeira só após o fim da janela partidária e depois da resolução de quem comandará o partido em Goiás. O presidente em exercício afirmou que pretende continuar como vice-presidente e que defende o nome da primeira-dama Gracinha Caiado, que é a favorita a assumir o comando da sigla no Estado.
Leia mais: Funções de Daniel estão cada vez mais alinhadas com as de Caiado
PSD age com cautela
Já o PSD trabalha com cautela. De acordo com o ex-deputado federal e um dos fundadores do partido, Vilmar Rocha, a legenda passa por uma “fase de transição” com a chegada de Caiado à sigla. “A expectativa é que possa haver uma nova composição para a direção do partido aqui no Estado. Só depois disso que iremos agilizar a montagem das chapas”, afirmou o pessedista.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD) articula uma reunião com Caiado e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para esta semana. A ideia é discutir a respeito do diretório estadual do PSD, que, até o momento, é presidido pelo parlamentar. Vanderlan também trabalha para ser candidato à reeleição no Senado.

No primeiro encontro do governador com os pessedistas goianos na última sexta-feira (30/1), Caiado pediu empenho na formação da nominata da sigla, que será a prioridade do partido em Goiás. Segundo Vilmar, o PSD ainda não definiu uma meta para a Câmara dos Deputados porque isso depende do “perfil da chapa”. “O partido estava muito inseguro e com muita preocupação de não ter chapa e não eleger nenhum deputado. Mas agora, com esse reforço da vinda do Caiado, a expectativa é de melhorar a qualidade da chapa”, destacou. (Especial para O HOJE)