17 vereadores devem disputar as eleições e 7 podem trocar de partido
Apesar da janela partidária deste ano só respaldar deputados, parte dos parlamentares da Capital negociam o futuro político com suas legendas
A janela partidária para as eleições deste ano, que começa neste mês de março e irá até abril, será apenas para deputados federais e estaduais, que poderão trocar de partido no período sem sofrer perda de mandato. Apesar de a janela deste ano não respaldar os vereadores que desejam trocar de legenda, parte dos parlamentares da capital goianiense que possuem a intenção de disputar cargos eletivos negociam com seus atuais partidos.
A reportagem do O HOJE consultou todos os 37 vereadores e suas equipes de assessoria da Câmara Municipal de Goiânia a respeito de possíveis candidaturas e trocas, ou não, de partidos. O levantamento mostra que 17 parlamentares são cotados para disputar vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Além disso, sete podem trocar, ou já trocaram, de partido.
Ao menos dez vereadores são pré-candidatos a deputado estadual: Romário Policarpo (sem partido); Sargento Novandir (MDB); Kátia Maria (PT); Fabrício Rosa (PT); Wellington Bessa (DC); Lucas Kitão (União Brasil); Markim Goyá (PRD); Coronel Urzêda (PL); Welton Lemos (Solidariedade); e Cabo Senna (PRD).
A assessoria do vereador Heyler Leão (PP) explicou que uma definição acerca da pré-candidatura do parlamentar para a Assembleia Legislativa será tomada até o final de março. Já Juarez Lopes (PDT) garantiu que tem a intenção de disputar uma cadeira na Alego, mas esclareceu que aguarda a orientação do partido. Dr. Gustavo (Agir) disse para a reportagem que também pode sair candidato a deputado estadual, porém ainda analisa a chapa da sua sigla.
Entre os pré-candidatos a uma cadeira na Alego, apenas Kátia, Fabrício, Markim e Urzêda garantiram que serão candidatos por seus respectivos partidos. Presidente da Câmara, Policarpo afirmou ao Jornal Opção no início do mês que mantém conversas com Agir, Avante e o próprio PRD, legenda da qual o parlamentar se desfiliou no fim do ano passado.
Para a reportagem do O HOJE, Novandir explicou que “não tem certeza” sobre por qual legenda será candidato. Apesar de filiado ao MDB, o vereador preside o PRTB no âmbito estadual. Já Kitão aguarda a homologação da federação do União Brasil com o Progressistas. O parlamentar irá definir seu futuro partidário em conjunto com a base chefiada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) e o vice Daniel Vilela (MDB). Bessa, Lemos e Senna também estão em tratativas e não definiram se irão disputar as eleições com as atuais siglas.
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Vereadores rumo ao Congresso
Já entre os vereadores que miram a Câmara dos Deputados, apenas a vereadora Aava Santiago, que recentemente deixou o PSDB rumo ao PSB, trocou de sigla. Major Vitor Hugo quer retornar à Casa Baixa pelo PL. Licenciado, Edward Madureira também seguirá no PT, independente de qual cargo irá disputar. O petista é cotado, além da Câmara dos Deputados, para disputar o governo estadual.
Igor Franco e Lucas Vergílio, ambos do MDB, também são pré-candidatos a deputado federal e pretendem disputar o cargo pela legenda do vice-governador. Vergílio, inclusive, já esteve na Casa Baixa por dois mandatos, entre 2015 e 2023. Conforme apurado pela reportagem, o vereador Tião Peixoto (PSDB) recebeu um convite para disputar o Senado pelo Agir e irá aceitar a proposta, caso o ex-governador Marconi Perillo, líder dos tucanos em Goiás, libere-o do partido.
Consultados pela reportagem, os vereadores Thialu Guiotti (Avante), William do Armazém Silva (PRTB), Daniela da Gilka (PRTB), Sanches da Federal (PP) e Willian Veloso (PL) não responderam sobre suas pretensões políticas até o fechamento desta edição.