O que falta para definir as chapas de Daniel, Marconi e Wilder até as eleições para o Governo de Goiás
Especialista ressalta que pleito estadual será palco de pluralidade de ideias e comparações de serviços prestados. Disputa ao Senado também entrará nesse contexto
Há muitas curiosidades em torno da formação de chapas majoritárias dos partidos ligados aos pré-candidatos ao Governo de Goiás. Apesar das discussões relativas à escolha de nomes para determinados cargos ficarem trancadas a sete chaves, informações de bastidor buscam revelar quais políticos possuem o potencial de ocupar espaços nas chapas do vice-governador Daniel Vilela (MDB), do senador Wilder Morais (PL) e do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), uma vez que todos disputam as eleições estaduais com foco no comando do Palácio das Esmeraldas.

A começar pela chapa composta por membros da base do governo, Daniel ainda não bateu o martelo quanto à definição de seu vice, mesmo que existam nomes cotados para o cargo, como o do secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima (UB); o do ex-deputado estadual e ex-senador Luiz Carlos do Carmo; e o do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (MDB).
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Já em relação à definição de nomes para concorrer ao Senado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), definiu na última terça-feira (10) o lançamento da chapa composta por quatro nomes. São eles a primeira-dama Gracinha Caiado (UB), o senador Vanderlan Cardoso (PSD), o deputado federal Zacharias Calil (MDB) e o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy (PP).
A chapa majoritária do PL goiano, que tem Wilder Morais como dirigente estadual da sigla e adversário de Daniel e Marconi, já definiu o nome de Ana Paula Rezende (PL), filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Íris Araújo, como pré-candidata a vice, mas ainda não confirmou a escolha dos nomes para concorrer ao Senado.
Indicado de Gayer
O vereador de Goiânia, Oséias Varão (PL), anunciou sua pré-candidatura ao Senado na última terça-feira (10), mas ressaltou que ainda falta a definição oficial do próprio partido. O espaço almejado por Varão é a segunda vaga ao Senado, já que a primeira tem o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL) como principal cotado.

O deputado indicou o nome de Oséias para disputar a segunda cadeira na Casa. Porém, a decisão precisa do aval do dirigente do partido no Estado, Wilder Morais, e do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Ao ser questionado sobre a tentativa do PL goiano em definir os nomes para o Senado, o deputado estadual Eduardo Prado (PL) afirmou, em entrevista ao O HOJE, que tal decisão se restringe ao PL nacional.
Em relação às movimentações do PL de Wilder na definição de nominatas para deputado estadual e federal, Prado respondeu: “Estamos ouvindo todos os pré-candidatos que querem fazer parte da chapa”.

Silêncio de Marconi
Dos pré-candidatos ao Governo de Goiás, Marconi é o que menos avançou no que diz respeito ao anúncio de nomes que podem compor a chapa do tucano. O ex-governador ainda não tornou pública a escolha de um pré-candidato à vice e não há informações sobre a escolha de alternativas para o Senado.
“A formação da chapa majoritária será tratada com calma e sem pressa, com a definição dos nomes mais próximo da convenção partidária”, afirmou Perillo em entrevista à CBN Goiânia.
Diferentes posicionamentos
Ao avaliar a configuração das chapas dos pré-candidatos ao Governo, o sociólogo Jones Matos indica que a eleição estadual goiana deve ser marcada por ideias plurais. Matos ressalta que a disputa ao Senado também terá as mesmas características.
“Nós vamos ter uma eleição bem interessante do ponto de vista de pluralidade de ideias, de comparações de serviços prestados, daquele candidato que tem mais capacidade de gerenciar o Estado. Isso vai ser muito interessante. A disputa ao Senado também vai entrar nesse contexto.”

Matos comenta sobre a situação de Gayer frente à possibilidade de o deputado disputar a primeira vaga ao Senado na chapa do PL. “Eu entendo que a eleição de Gayer ao Senado vai ser mais difícil. É evidente que um chapão com o MDB tornaria mais fácil de viabilizar o nome do deputado, mas é preciso aguardar porque as eleições para o Senado são um pouco diferentes das eleições para governador”, pontua o sociólogo. (Especial para O HOJE)