quarta-feira, 18 de março de 2026
Prisão de Bolsonaro

Flávio diz que se reuniu com Moraes para reforçar pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

Após internação, Flávio Bolsonaro se reúne com Moraes e reforça pedido alegando risco à saúde do ex-presidente

Paula Costapor Paula Costa em 18 de março de 2026
Bolsonaro
Flávio Bolsonaro reforça pedido no STF enquanto defesa cita agravamento de saúde do ex-presidente. Crédito: Reprodução/ Rede Social.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que se reuniu nesta terça-feira (17), com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e enfrenta problemas de saúde recentes.

Segundo o parlamentar, que integra a equipe de defesa, o encontro teve caráter técnico e objetivo, com a apresentação de argumentos já formalizados na petição encaminhada ao Supremo. Flávio destacou a preocupação com uma possível piora no quadro clínico do ex-presidente em razão das condições do local de custódia, apesar de reconhecer que Bolsonaro vem recebendo atendimento adequado no 19º Batalhão.

A defesa protocolou, no mesmo dia, um novo pedido para que Moraes reavalie decisão anterior que negou a concessão de prisão domiciliar. De acordo com o senador, o ministro ouviu os argumentos e indicou que irá analisar o pleito, sem estipular prazo para decisão.

O requerimento foi apresentado quatro dias após Bolsonaro ser internado em um hospital particular na capital federal para tratar uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Na sexta-feira (13), o ex-presidente passou mal enquanto cumpre prisão na unidade conhecida como Papudinha e precisou de atendimento médico emergencial.

No documento enviado ao STF, os advogados anexaram relatório clínico atualizado, apontando risco de novos episódios semelhantes ao que motivou a internação. A defesa argumenta que, embora a estrutura de atendimento no local de custódia seja considerada adequada, ela não elimina a vulnerabilidade do estado de saúde do ex-presidente.

Os defensores sustentam que a permanência no ambiente atual pode agravar o quadro, citando a ausência de monitoramento contínuo e de resposta imediata a possíveis intercorrências. Também listam comorbidades já diagnosticadas, como pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico persistente, apneia obstrutiva do sono, instabilidade postural e uso contínuo de múltiplas medicações.

Diante desse cenário, a defesa reforça a necessidade de acompanhamento médico frequente e especializado, como fundamento para a concessão da prisão domiciliar.

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