sexta-feira, 27 de março de 2026
SHUTDOWN

Senado dos EUA aprova financiamento após crise afetar aeroportos

Senado aprovou parte do orçamento de segurança após impasse que afetou os aeroportos dos EUA

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 27 de março de 2026
Senado dos EUA
Foto: Ian Hutchinson/ Unsplash

O Senado dos Estados Unidos destravou, nesta sexta-feira (27), parte do orçamento do Departamento de Segurança Interna, encerrando um impasse político que se arrastava há semanas e afetou diretamente o funcionamento de aeroportos nos EUA.

A crise teve origem na disputa entre democratas e republicanos em torno do financiamento do Serviço de Alfândega e Imigração dos EUA (ICE). Parlamentares democratas barraram recursos do órgão em resposta à forma como suas operações vêm sendo conduzidas, o que acabou travando o orçamento de setores ligados ao sistema de segurança.

Sem verbas, áreas essenciais foram impactadas. Na Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsável pela triagem de passageiros e voos comerciais, funcionários deixaram de trabalhar diante da falta de pagamento, provocando filas extensas e desorganização em terminais de diferentes estados.

ICE é enviado para aeroportos dos EUA

Para conter o agravamento da situação, o governo federal deslocou agentes do ICE para atuar temporariamente em aeroportos. Eles passaram a auxiliar em atividades como controle de passaportes e monitoramento de bagagens. De acordo com o Departamento de Segurança Interna, equipes foram enviadas a 14 aeroportos, entre eles os de Atlanta, Nova York, Cleveland, Pittsburgh, Phoenix e Fort Myers.

Na época, o presidente dos EUA, Donald Trump declarou, em redes sociais, que os agentes enviados não usariam máscaras nos aeroportos e indicou que poderia acionar a Guarda Nacional caso o contingente atual não fosse suficiente.

O texto aprovado no Senado garante recursos para estruturas administrativas, incluindo a TSA e a Guarda Costeira, mas mantém restrições ao financiamento do ICE e de parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). A proposta ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Representantes.

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