sábado, 28 de março de 2026
Atenção na economia

Inflação desacelera em Goiânia e fica abaixo da média nacional em março

Prévia do IPCA-15 aponta alta de 0,29%, com menor pressão nos preços e queda acumulada, apesar do avanço em alimentos e do diesel mais caro

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 28 de março de 2026
Inflação
Foto: Tânia Rego/ABr

A prévia da inflação em Goiânia apresentou desaceleração no mês de março, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,29%, abaixo dos 0,52% observados em fevereiro. O resultado também ficou inferior à média nacional, que foi de 0,44%, e ao índice apurado no mesmo período do ano passado, quando a variação havia sido de 0,41%.

Assim como no restante do País, o principal impacto sobre o índice na capital goiana veio do grupo de Alimentação e bebidas, que avançou 0,88%. Esse segmento tem peso relevante no cálculo da inflação local, representando mais de 21% do indicador. 

Na sequência, o grupo Habitação apresentou alta de 0,48%, contribuindo para a elevação geral dos preços. Já o grupo Vestuário registrou a maior variação percentual no mês, com aumento de 1,66%, embora tenha menor influência no índice devido ao peso reduzido.

Na comparação anual, a inflação em Goiânia mostra um ritmo mais moderado. Em relação a março de 2025, houve uma desaceleração de 0,12 ponto percentual. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu para 3,76%, marcando a quinta redução consecutiva. No cenário nacional, o movimento foi semelhante: o índice acumulado recuou de 4,10% para 3,90%, indicando um alívio gradual na pressão inflacionária.

Entre as regiões analisadas pelo IBGE, Goiânia apresentou um dos menores índices do País, ficando atrás apenas de cidades como Curitiba, que registrou deflação, e Porto Alegre. No extremo oposto, Recife teve a maior alta, com 0,82%. O desempenho coloca a capital goiana entre as três com menor variação de preços no período.

Mesmo com a desaceleração, a inflação ainda apresenta comportamentos distintos entre os grupos. Em março, sete dos nove segmentos pesquisados registraram alta. As únicas quedas foram observadas em Transportes (-0,94%) e Comunicação (-0,08%). No entanto, dentro do grupo de Transportes, houve aumento expressivo no preço do óleo diesel, que subiu 6,11%. Em contrapartida, combustíveis como gasolina e etanol apresentaram recuo, com quedas de 2,6% e 7,8%, respectivamente.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do País, pois antecipa tendências ao considerar a variação de preços coletada entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira metade do mês de referência.

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