segunda-feira, 6 de abril de 2026
AMÉRICA DO SUL

Petro pede que Brasil estenda pix para Colômbia após críticas dos EUA

Apoio do presidente colombiano acontece após críticas do governo norte-americano sobre o sistema brasileiro

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 6 de abril de 2026
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Foto: Fernando Frazão/ ABr

As críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos PIX provocaram reação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Em publicação na rede social X, nesta segunda-feira (6), o colombiano saiu em defesa da ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil e pediu que o modelo seja levado também ao seu país.

A manifestação ocorreu depois da divulgação de um relatório da Casa Branca que voltou a apontar o PIX como um sistema prejudicial às grandes empresas de cartão de crédito. Segundo o documento, empresas norte-americanas do setor “temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas”.

O texto menciona ainda que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o PIX, o que, na avaliação apresentada no relatório, poderia afetar fornecedores estrangeiros de serviços de pagamento eletrônico.

 

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A publicação do colombiano cita ainda uma declaração do presidente Donald Trump, que dizia que o Brasil poderia sofrer sanções caso o sistema não fosse encerrado, sob o argumento de que o modelo prejudica empresas como Visa e Mastercard.

Ao comentar o assunto, Petro elogiou o mecanismo brasileiro e defendeu que ele seja expandido para além das fronteiras do país. “Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX para a Colômbia”, escreveu.

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Presidente da Colômbia, Gustavo petro e Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Na mesma publicação, o presidente colombiano criticou o funcionamento do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de sanções econômicas. Segundo ele, a lista mantida pelo órgão “já não é uma arma contra o narcotráfico”.

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