quarta-feira, 8 de abril de 2026
AÇÃO EM JATAÍ

PF faz operação contra abuso infantil em Goiás e alerta para riscos na internet

Mandado foi cumprido em Jataí durante nova fase da Operação Voz da Infância; materiais apreendidos serão periciados

Bia Salespor Bia Sales em 8 de abril de 2026
PF faz operação contra abuso infantil em Goiás e alerta para riscos na internet
(Imagem: Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a segunda fase da Operação Voz da Infância, com foco no combate a crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes na internet. A ação aconteceu em Jataí, no sudoeste de Goiás, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de um investigado.

Durante a operação, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e mídias digitais que agora passarão por análise pericial. O objetivo é identificar possíveis vítimas, verificar a participação de outras pessoas e aprofundar as investigações sobre a prática de crimes relacionados.

Terminologia reforça gravidade

A corporação também chamou atenção para a importância da forma como esses crimes são tratados. Embora o termo “pornografia” ainda apareça no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialistas e organismos internacionais adotam expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual” contra crianças e adolescentes.

A mudança busca refletir com maior precisão a gravidade das violações e evitar interpretações equivocadas.

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Segurança digital começa em casa

Além da repressão, a Polícia Federal destaca que a prevenção é fundamental. Pais e responsáveis têm papel essencial no acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes.

O diálogo aberto sobre riscos no ambiente digital, o monitoramento de conteúdos acessados e o incentivo para que menores relatem situações suspeitas são medidas importantes para reduzir vulnerabilidades.

Em um cenário de crescente exposição digital, especialistas reforçam que a combinação entre tecnologia, orientação e vigilância é o principal caminho para proteger crianças e adolescentes de crimes virtuais.

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