“Giselle” chega a Goiânia com orquestra e 80 bailarinos
Cia Jovem Basileu França abre a temporada 2026 com o mais célebre título do balé romântico
Oitenta bailarinos, uma orquestra ao vivo e um dos títulos mais exigentes do repertório clássico. A Cia Jovem Basileu França abre a temporada 2026 com “Giselle”, obra que, desde sua estreia em Paris, em 1841, permanece entre os balés mais admirados do mundo. A montagem, produzida pela Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, sobe ao palco do Teatro Escola Basileu França de 23 a 26 de abril, em Goiânia. Ingressos a partir de R$35 no Sympla.
A versão é inspirada no Dutch National Ballet e tem direção de Rafaela Giovana, com coreografia de Carlos Dalarmelino. Nos papéis centrais, os solistas Lamin Pereira, Giovanna Hellu e Luisa Pimenta. A Orquestra Filarmônica de Goiás executa ao vivo a partitura de Adolphe Adam, sob regência do maestro Neil Thomson e da maestra adjunta Mariana Menezes, escolha que distingue a produção num tempo em que gravações substituem, com frequência crescente, o som de uma orquestra real em cena.
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“Abrir a temporada com ‘Giselle’ é um convite ao público para mergulhar na poesia do balé clássico e vivenciar emoções intensas por meio da expressividade dos movimentos”, afirma a diretora artística Simone Malta. Ela destaca ainda inovações cênicas: maior integração entre luz, espaço e movimento, e uma estética contemporânea que atualiza a obra sem trair sua essência romântica. “Uma grande produção com padrão internacional, realizada em Goiás”, define.
No libreto original, assinado por Théophile Gautier, Giselle é uma jovem camponesa que se apaixona por Albrecht, um nobre disfarçado de aldeão. Traída ao descobrir que o amado é prometido a outra mulher de sua classe, ela desmorona e morre. No segundo ato, transformada em Wili, espírito de jovens mortas antes do casamento e lideradas pela implacável rainha Myrtha, Giselle reencontra Albrecht e, contrariando a ordem de condená-lo, o salva. A obra encerra não com vingança, mas com perdão.