Principal suspeito pela morte de Miguel Uribe é preso na Argentina
Uribe morreu em agosto de 2025 em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque a tiros durante um comício
A Argentina prendeu, nesta terça-feira (21), um colombiano acusado de participação no assassinato do senador e candidato à presidência Miguel Uribe, crime que abalou a Colômbia, em agosto do ano passado, em meio ao processo eleitoral. O suspeito, Brayan Ferney Cruz Castillo, estava foragido e tinha mandado de prisão internacional. Segundo o Ministério Público argentino, ele será extraditado para responder às acusações.
De acordo com a Procuradoria-Geral, Cruz Castillo é apontado como responsável pela logística do atentado, executado por uma rede criminosa em Bogotá. O caso já levou à condenação de três envolvidos diretamente na ação, conforme noticiado pelo jornal El País.
Atentado contra Miguel Uribe
Miguel Uribe morreu em agosto de 2025, após mais de dois meses internado em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque a tiros durante um comício, em 7 de junho, na capital colombiana. O senador foi atingido duas vezes na cabeça e uma na perna enquanto discursava em um evento de rua, em meio à intensificação das mobilizações políticas para as eleições presidenciais de março de 2026.
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Aos 39 anos, Uribe, que foi o senador mais votado nas eleições de 2022, era um dos principais nomes da oposição e figurava entre os favoritos na disputa. Sua trajetória também era marcada por um histórico familiar ligado à violência política no país: era filho da jornalista Diana Turbay, sequestrada e morta em 1991 por narcotraficantes associados a Pablo Escobar, e neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala.
Às vésperas das eleições colombianas estão sendo marcadas por uma sequência de ataques, e o assassinato do parlamentar foi o primeiro de uma escalada de violência política do país. A onda de agressões relembra os anos 1990, quando três candidatos à presidência foram mortos durante campanhas.