terça-feira, 12 de maio de 2026
REINO UNIDO

Em meio a pressão, Keir Starmer resiste a pedidos de renúncia

O premiê britânico afirmou que não pretende renunciar em meio a crise política no Reino Unido

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 12 de maio de 2026
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Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Foto: Reprodução/ @Keir_Starmer)

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta terça-feira (12) que não pretende renunciar ao cargo, apesar da crescente pressão dentro do próprio Partido Trabalhista após os maus resultados nas eleições locais da semana passada. Em reunião de emergência com ministros, Starmer declarou que continuará governando e pediu que o gabinete se concentre na recuperação política do governo.

A crise interna ganhou força após quatro ministros entregarem seus cargos apenas nesta terça-feira e mais de 80 parlamentares trabalhistas assinarem uma carta defendendo a saída do premiê ou a definição de um cronograma para sua renúncia. A pressão aumentou depois das derrotas sofridas pelo partido em eleições locais, que ampliaram o desgaste da liderança de Starmer menos de dois anos após a vitória esmagadora dos trabalhistas nas eleições gerais de 2024.

Durante a reunião ministerial, Starmer reconheceu a responsabilidade pelos resultados negativos, mas afirmou que abandonar o cargo agravaria a instabilidade política e econômica no país. Segundo comunicado divulgado por seu gabinete, o premiê disse que o Partido Trabalhista possui mecanismos internos para contestar a liderança e ressaltou que nenhum processo formal foi iniciado até agora.

 

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“O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo”, afirmou Starmer, segundo Downing Street. O premiê também declarou que as últimas 48 horas foram “desestabilizadoras” e alertou para os impactos econômicos da crise política.

Apesar da pressão pública, a tentativa de remover Starmer enfrenta obstáculos dentro das regras partidárias. Para iniciar oficialmente uma disputa pela liderança trabalhista, um adversário precisa reunir apoio de ao menos 20% da bancada do partido no Parlamento. Com os trabalhistas ocupando atualmente 403 cadeiras, seriam necessários 81 parlamentares apoiando um candidato específico.

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