‘País falido’: EUA devem abrir diálogo com Cuba
Presidente norte-americano afirma que o governo de Havana ‘está pedindo ajuda’ de Washington e que irão ‘conversar’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta terça-feira (12) que poderá abrir um canal de diálogo com Cuba em meio ao agravamento da situação econômica do país caribenho. A declaração foi publicada na rede Truth Social e ocorre enquanto Washington amplia medidas de pressão contra o governo cubano.
Ao comentar o cenário na ilha, Trump afirmou que Cuba atravessa um período de colapso econômico e sugeriu que Havana estaria interessada em negociar com os norte-americanos. O republicano disse ainda que nenhum integrante de seu partido havia tratado do tema diretamente com ele até agora.
“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país falido e só caminha em uma direção: para baixo! Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu.
A sinalização de possível diálogo acontece em um momento de forte desgaste interno em Cuba. O país enfrenta dificuldades para garantir abastecimento de combustível, sucessivos apagões e escassez de produtos básicos, cenário agravado pela interrupção de fornecimento do petróleo vindo da Venezuela.
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O endurecimento da política norte-americana também contribuiu para a deterioração do quadro econômico. A gestão Trump intensificou sanções e ampliou restrições contra Havana, além de manter uma campanha de pressão política sobre o governo da ilha. Entre as ações adotadas estão medidas ligadas ao bloqueio marítimo, apontado por autoridades cubanas como um dos fatores responsáveis pela crise energética e humanitária.
A declaração do presidente norte-americano ocorre após o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciar na semana passada, o envio de ajuda humanitária para Cuba. Segundo ele, parte dos recursos será destinada à população por meio da Igreja Católica.

De acordo com Rubio, os Estados Unidos liberaram US$ 6 milhões, cerca de R$ 29,5 milhões, em ajuda humanitária voltada aos cubanos, e outros US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 490,5 milhões, ao governo da ilha.