terça-feira, 12 de maio de 2026
DIPLOMACIA

Trump e Xi devem discutir armas nucleares e Taiwan em Pequim

Os líderes se reúnem pela segunda vez em menos de um ano, após terem discutido guerra tarifária em outubro de 2025

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 12 de maio de 2026
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Republicano afirma que a guerra no Oriente Médio não deve ser pauta central na reunião com Xi Jinping (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou nesta terça-feira (12) para a China, onde terá uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, que deve ocorrer entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15), em Pequim. O encontro deve reunir discussões sobre comércio, segurança internacional, tecnologia, Taiwan e armas nucleares.

Antes de deixar a Casa Branca, Trump afirmou que não pretende pedir ajuda chinesa nas negociações envolvendo o Irã. “Eu não acho que precise da ajuda do Xi no Irã”, declarou o presidente americano. Em seguida, indicou que o conflito no Oriente Médio não deve ocupar posição central na conversa com o líder chinês. “Eu tenho uma relação com o presidente Xi e devemos continuar assim. Temos muitas coisas para conversar, e o Irã não deve ser uma delas”, disse.

Apesar disso, a guerra envolvendo Irã e Estados Unidos influencia o cenário da reunião. A China mantém relações econômicas próximas com Teerã e continua como uma das principais compradoras do petróleo iraniano, o republicano vem pressionando o governo chines para utilizar da influência de Pequim no país persa para avançar nas negociações.

O encontro será o segundo entre Trump e Xi em menos de um ano. Ainda, segundo o republicano, os líderes devem se reunir novamente antes do fim do ano com uma viagem do presidente chines a Washington.

 

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Em outubro de 2025, os dois líderes se reuniram para discutir a guerra comercial travada entre Washington e Pequim. Na ocasião, anunciaram acordos para reduzir tarifas e concordaram em interromper a escalada tarifária entre os países.

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Líderes reunidos em outrubro de 2025 (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca)

Agora, além das questões comerciais, a reunião deve incluir temas ligados à segurança internacional. O governo norte-americano acusa a China de realizar testes nucleares subterrâneos sem transparência. Em novembro do ano passado, Trump afirmou que Pequim estaria promovendo atividades nucleares secretas.

A China nega as denúncias e condenou publicamente as declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos. Mesmo diante das divergências, Trump vem defendendo a construção de um possível acordo entre Estados Unidos, China e Rússia para limitar a proliferação de armas nucleares.

Taiwan deve ser uma das pautas centrais entre Trump e Xi Jinping

A situação de Taiwan também aparece como um dos assuntos da reunião. Pequim considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos mantêm apoio político e militar ao governo taiwanês. Nos últimos meses, Washington ampliou o fornecimento de armas para Taipei, medida criticada pelo governo chinês.

Na segunda-feira (11), Trump confirmou que pretende discutir o tema diretamente com Xi Jinping. “Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso. Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, afirmou o republicano na Casa Branca.

Nesta terça-feira, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, agradeceu aos Estados Unidos pelo apoio militar e afirmou que a ilha continuará reforçando suas capacidades de defesa. “Gostaria de agradecer aos Estados Unidos por nos ajudarem a fortalecer nossas capacidades de defesa como parte de seu compromisso inabalável com a segurança”, declarou Lai em mensagem enviada à Cúpula da Democracia de Copenhague.

Além das disputas geopolíticas, a área tecnológica ganhou peso nas negociações entre Washington e Pequim. Washington acusa grupos ligados à China de tentar acessar sistemas de inteligência artificial dos EUA usando mecanismos para burlar controles de segurança. Nesse cenário, o governo Trump passou a discutir novas restrições para exportação de chips avançados e tecnologias consideradas estratégicas.

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