quarta-feira, 13 de maio de 2026
MERCOSUL-UE

Brasil responderá UE sobre veto à carnes ‘em 15 dias’, diz Alckmin

Vice-presidente afirma que ‘esclarecimentos vão ser dados’ após UE excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 13 de maio de 2026
brasil
Foto: Marcelo Camargo/ABr

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira (13) que o governo brasileiro pretende responder, em até 15 dias, à decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco dentro das novas regras sanitárias europeias. Segundo ele, a situação deve ser resolvida por meio de negociações técnicas e diplomáticas.

Alckmin declarou durante a abertura do 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília: “Estamos confiantes nessa questão com a União Europeia. Já teve uma reunião hoje cedo entre nosso embaixador Pedro da Costa e Silva, que é o nosso representante na Comissão Europeia”, afirmou. O vice-presidente acrescentou que “em 15 dias os esclarecimentos vão ser dados, com todas as informações técnicas”.

O veto europeu foi anunciado na terça-feira (12) e está relacionado às exigências da UE sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. O Brasil ficou fora da lista validada pelos países do bloco europeu com as nações consideradas adequadas às novas regras sanitárias. Argentina, Colômbia e México aparecem entre os países autorizados.

Além da carne bovina, a medida afeta produtos como carne de frango, ovos, mel e pescados. A principal preocupação, porém, está concentrada na carne bovina, um dos itens de maior valor agregado das exportações do agronegócio nacional.

 

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Alckmin ainda defendeu o padrão sanitário brasileiro e afirmou que o país é referência internacional no setor. “Nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal”, disse.

O vice-presidente também mencionou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e afirmou que a resistência europeia ao tratado esteve ligada ao agronegócio. “Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro”, declarou.

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