quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Estreito de Ormuz

Trump desiste de taxa de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz e aposta em acordos com países do Golfo

Presidente dos Estados Unidos afirmou que manterá o bloqueio naval na região, mas trocará a cobrança anunciada na véspera por investimentos e parcerias comerciais

Eduardo Silvapor em
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Presidente norte-americano, Donald Trump (Foto: Joyce N. Boghosian/ Casa Branca)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (14) que não pretende mais cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A medida havia sido divulgada um dia antes, em meio à escalada das tensões com o Irã, mas foi substituída, segundo o republicano, por acordos comerciais e de investimento firmados com países do Golfo Pérsico. Apesar da mudança, Trump confirmou que o bloqueio naval na região será mantido.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que decidiu abandonar a cobrança após manter conversas que classificou como “altamente produtivas” com líderes do Oriente Médio. Segundo ele, diversos países do Golfo assumiram o compromisso de realizar investimentos de grande porte nos Estados Unidos, o que compensaria financeiramente a desistência da taxa inicialmente prevista para as embarcações que utilizam a rota marítima.

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Horas depois, durante entrevista coletiva, Trump voltou a comentar o tema e afirmou que considera inadequada a cobrança de pedágios pela utilização do Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, ressaltou que os Estados Unidos arcam com os custos da segurança da região, uma das principais vias de transporte de petróleo e gás do mundo, e defendeu que esse esforço seja compensado de alguma forma.

Na segunda-feira (13), Trump havia anunciado que os Estados Unidos assumiriam o controle do Estreito de Ormuz e cobrariam uma taxa equivalente a 20% sobre o valor das cargas transportadas pela rota. O anúncio provocou forte reação no mercado internacional, impulsionando o preço do petróleo ao maior patamar em um mês. Mesmo com a retirada da proposta, o governo norte-americano informou que continuará mantendo o bloqueio naval contra embarcações ligadas ao Irã na região.

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