Toffoli se declara suspeito para votar sobre prisão do ex-presidente do BRB
Placar está 2 a 0 para manter Paulo Henrique Costa detido
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, se declarou suspeito para votar no julgamento sobre a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta terça-feira (22).
Não é a primeira vez que o ministro adota a postura em julgamento que envolve o Caso Master. Em março, Toffoli declarou-se suspeito para analisar o pedido de instalação da CPI do Master na Câmara dos Deputados e também para avaliar a decisão que prendeu o ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O magistrado era o relator do Caso Master no Supremo, mas deixou a função em fevereiro, após um relatório da Polícia Federal (PF) com dados extraídos do celular de Vorcaro relatar menções do ex-banqueiro a Toffoli. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso.
A prisão do ex-presidente do BRB está em análise na Segunda Turma do STF, em plenário virtual. O julgamento teve início nesta terça às 11h e os magistrados terão até sexta-feira (24) para votarem sobre o caso.
Atualmente o placar está 2 a 0 para referendar a decisão do relator, o ministro André Mendonça, que determinou a prisão de Paulo Henrique. O ministro Luiz Fux acompanhou o relator no voto. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques. Com a suspeição de Toffoli, há a possibilidade de empate no julgamento. Caso o placar fique 2 a 2, a decisão sobre a prisão será a que mais beneficia o acusado.
O ex-presidente do BRB foi preso na última quinta-feira (16). A PF identificou que Paulo Henrique recebeu seis imóveis de luxo, avaliados em R$ 140 milhões, de Vorcaro.