Caiado escolhe ex-ministro de FHC, Roberto Brant, para elaborar plano de governo à Presidência
Roberto Brant costuma tecer críticas ao governo do presidente Lula (PT) e se posiciona contra a polarização política no país
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), escolheu o ex-ministro Roberto Brant para trabalhar na construção de seu plano de governo na corrida ao Palácio do Planalto. Brant também foi deputado federal por 20 anos, entre os anos de1987 e 2007. A informação foi confirmada por Caiado ao GLOBO.
O político foi ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso na pasta da Previdência e Assistência Social. Assumiu o cargo em março 2001 e permaneceu nele por 1 ano. Brant foi eleito primeiro pelo PMDB, e passou pelos antigos partidos PRS, PTB e PFL, além do PSDB.
Atualmente, o ex-deputado é articulista no jornal Estado de Minas. Em seus textos, costuma criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em relação à expansão das despesas públicas e ao aumento de impostos.
Ao mesmo tempo, Brant também defende que a polarização e as “ideologias” distintas fazem com que não seja possível chegar a um consenso na resolução de problemas políticos. No fim do ano passado, o ex-ministro chegou a afirmar que, se a disputa entre bolsonaristas e petistas se repetir, será “uma grande frustração para uma parte importante dos brasileiros”.
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Articulações de Caiado
“Ele (Brant) vai ser o coordenador dos vários temas que compõem a construção do Plano de Governo. Tem indiscutível preparo e capacidade intelectual”, afirmou Caiado.
No lançamento de sua pré-candidatura, o ex-chefe do Executivo goiano avaliou que o Brasil “não suporta mais” viver no ambiente polarizado, o que poderia ser superado caso alcance a Presidência. Na ocasião, Caiado criticou o PT, mas também ressaltou a “falta de experiência” do senador Flávio Bolsonaro, escolhido como o presidenciável do PL.
O mesmo discurso também foi adotado por Gilberto Kassab, presidente do PSD, que define Caiado como uma “alternativa”, e rejeita a definição de “terceira via”, além de também já ter mencionado a inexperiência do filho de Jair Bolsonaro (PL) em cargos no Executivo.