Goiás busca ampliar ganhos com terras raras e fortalecer cadeia produtiva
Estado aposta na industrialização local para gerar empregos, atrair investimentos e agregar valor à produção mineral
O governador Daniel Vilela afirmou nesta quarta-feira (22) que o Estado vai endurecer as exigências para a exploração de terras raras no Norte de Goiás, com foco na industrialização local e na geração de valor dentro do próprio território.
Durante coletiva de imprensa, o tema veio à tona após questionamentos sobre a venda de ativos da mineradora Serra Verde para um grupo estrangeiro. O governador disse que o governo estadual acompanha a negociação e quer garantir benefícios concretos para Goiás.
“O que nós queremos é que todo o processamento e a agregação de valor desse minério aconteçam aqui no nosso estado”, declarou.
As chamadas terras raras são minerais estratégicos usados na produção de tecnologias como baterias, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de energia limpa, e têm ganhado protagonismo no cenário geopolítico internacional.
Daniel Vilela ressaltou que Goiás não pode se limitar à extração e exportação da matéria-prima.
“O brasileiro não pode mais ficar vendo a sua riqueza sair daqui para ser processada em outros países e a gente ficar apenas com os problemas ambientais”, afirmou.
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Segundo ele, o governo já firmou entendimentos internacionais, incluindo parcerias com representantes dos Estados Unidos e do Japão e agora pretende exigir contrapartidas claras de empresas interessadas na exploração mineral no estado.
“Esse é o nosso principal interesse: garantir investimento e desenvolvimento da cadeia produtiva aqui em Goiás”, reforçou.
O governador também cobrou maior agilidade do governo federal nas decisões sobre o setor, destacando que o tema já domina o debate global e exige respostas rápidas do Brasil.
Apesar da preocupação ambiental, ele afirmou que a exploração de terras raras tem avançado em tecnologias mais sustentáveis, mas reiterou que o estado será rigoroso nas exigências.
A expectativa do governo é que, com a industrialização local, Goiás não apenas amplie a geração de empregos, mas também se consolide como um polo estratégico na cadeia global de minerais críticos.