Cães e gatos ganham prioridade no orçamento e na rotina das famílias
Pesquisa internacional mostra que tutores investem cada vez mais em bem-estar animal, enquanto dados brasileiros apontam avanço no consumo do setor pet
Os animais de estimação estão cada vez mais no centro da vida familiar — e também das despesas mensais. Uma pesquisa internacional revelou que cães e gatos vêm recebendo prioridade no orçamento doméstico, com tutores investindo mais em alimentação, saúde e conforto para seus companheiros de quatro patas.
Levantamento da U.S. News & World Report, realizado em janeiro de 2026 com 1.500 responsáveis por pets nos Estados Unidos, apontou que 72% dos entrevistados gastam entre US$ 50 e US$ 200 por mês com seus animais. Entre os principais custos aparecem ração, higiene, consultas veterinárias, brinquedos e seguro pet.
O estudo ainda mostrou que:
- 54% disseram que os gastos estão dentro do orçamento;
- 28% afirmaram gastar mais do que imaginavam;
- 30% investem mais na saúde dos pets do que na própria saúde;
- 38% se consideram “pais de pets”
Os números reforçam uma tendência mundial: cães e gatos deixaram de ser apenas animais de companhia e passaram a ocupar posição de membros da família. Isso influencia escolhas financeiras, rotina da casa e até decisões de viagem e lazer.
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Brasil acompanha movimento
No Brasil, os indicadores seguem a mesma linha. Dados citados pelo portal Cães & Gatos mostram que, entre 2002 e 2018, o número de famílias brasileiras que declararam despesas com pets saltou de 11,72% para 30,27%.
No mesmo período, a despesa média total com animais cresceu 145%, passando de R$ 8,32 para R$ 20,42. O avanço foi puxado principalmente por alimentação e cuidados veterinários.
Mercado em expansão
Com os pets mais valorizados dentro dos lares, o setor segue em crescimento. Produtos premium, planos de saúde animal, creches, hospedagens e serviços especializados ganharam espaço nos últimos anos.
Mais do que tendência de consumo, o fenômeno revela uma mudança cultural: cães e gatos passaram a ser tratados como parte essencial da família.