Ministro de Lula defende iniciativa privada para que “mais indústrias venham para o país”
Ao ser questionado pelo jornal O HOJE sobre parcerias com países referências na área automobilística como a China, o ministro elogiou a produtividade do país asiático, mas pontuou questões negativas
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, participou do programa “Bom Dia, Ministro” que ocorreu nesta sexta-feira (24). Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, inclusive com o jornal O HOJE, Márcio abordou vários assuntos da pasta, tais como: os resultados da Missão Internacional presidencial na Europa, o início da vigência do acordo Mercosul-União Europeia e as ações bilionárias de fomento como a Nova Indústria Brasil, o programa Mover e o Brasil Soberano.
Ao ser questionado pelo jornal O HOJE sobre qual é a aposta do Brasil para avançar na transição energética global e sobre parcerias com países referências na área como a China, o ministro ressaltou a qualidade do país asiático, mas pontuou questões negativas sobre a produtividade chinesa que prejudicam a competitividade.
“A China está tentando dominar o mundo na área automobilística. O país tem diversas empresas, diversas montadoras, e uma coisa a gente não pode negar: eles tem produtividade e competitividade. Eles conseguem oferecer para todo o mundo uma variedade muito grande de produtos muitas vezes em um preço muito acessível e isso torna a competitividade muito difícil para as outras indústrias”, destaca.

Márcio discorre sobrea importância de um país não apenas montar automóveis, mas ser capaz de executar todo o processo de produção. “A indústria automotiva é fundamental, porque além de ser geradora de empregos é um mercado que está quase sempre na fronteira da inovação tecnológica. Quem fabrica um avião é capaz de fazer tudo. Quando eu falo fabricar, não é só montar, é fazer tudo. Quem faz isso tem um parque industrial muito bem estruturado. Não podemos nunca abrir mão disso, mesmo que o cenário competitivo se mostre difícil”, afirma.
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O ministro mostra um caminho possível para que o Brasil possa percorrer para desenvolver a industrialização brasileira. “O que temos que fazer é política de incentivo aos investimentos privados para que mais indústrias venham para o país. Nós já conseguimos fazer isso, tendo em visita que o presidente Lula reservou 19 bilhões, para os próximos três anos, de créditos tributários para quem realizasse investimentos no Brasil. Nós tivemos mais de 120 bilhões de anúncios de investimentos”, ressalta.