sexta-feira, 24 de abril de 2026
novos nomes da música

Terno Rei chega a Goiânia como headliner das seletivas do Porão do Rock

Festival desembarca em Goiânia no dia 25 de abril com proposta de ampliar a cena independente para além dos grandes centros

Luana Avelarpor Luana Avelar em 24 de abril de 2026
Terno Rei

O Porão do Rock chega a Goiânia neste sábado (25) com mais uma etapa de suas seletivas nacionais. O Centro Cultural Martim Cererê recebe a noite, que tem como headliner a banda Terno Rei e a Electric Mob como convidada. O projeto percorre diferentes cidades do Brasil com a proposta de revelar novos nomes da música independente, e as bandas selecionadas ao longo do processo passam a integrar a programação oficial do festival, um dos mais tradicionais do país.

“Levar as seletivas para Goiânia é muito significativo pra gente, porque é uma cidade com uma cena musical forte e pulsante. O Porão sempre teve esse compromisso de abrir espaço para novos artistas e conectar diferentes regiões do país através da música”, diz Gustavo de Sá, idealizador do festival.

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Terno Rei – maturidade e novo disco 

A banda paulista Terno Rei chega a Goiânia em um momento que o baixista e vocalista Alê Sater define como de maturidade. Oito anos de shows e gravações resultaram em cinco discos, com um sexto em produção. “A gente se sente bem confortável no que a gente faz e bem feliz. É um momento muito bom para nós, mas mais tranquilo do que já foi no passado recente”, diz ele.

O novo álbum, “Nenhuma Estrela”, sucede o ciclo de “Gêmeos” com algumas mudanças no processo criativo. Se antes a produção entrava mais tarde, agora a banda alterna trabalho individual e coletivo desde o início. “Hoje em dia todos nós sabemos um pouquinho de como produzir em casa, então teve coisa que a gente conseguiu adiantar e trabalhar sozinhos”, explica Sater. As referências também se renovaram. Entre os nomes que a banda tem ouvido, ele cita a Baritalha. “Tem bastante guitarra e tem tudo a ver com o Terno Rei, e também em certas músicas com essa atmosfera melancólica”.

Para quem está começando

Participar de um festival que abre espaço para novos artistas tem, para Sater, um valor que vai além do show. “Eu luto muito para que ter uma banda seja ainda uma parada legal. Se reunir com seus amigos e tocar umas coisas próprias, acho que é uma das melhores sensações que existem”, afirma.

Para ele, o Porão cumpre um papel que poucos festivais assumem. Grandes cenas surgem onde menos se espera. “Nos anos 90, no Recife, surgiu o Mangue Beat, que acho que é a grande última revolução da música no Brasil. Nos últimos dez anos, vieram quatro ou cinco bandas de Goiânia que eram todas muito boas”. O festival reconhece que a música brasileira não se resume ao eixo São Paulo-Rio, e é exatamente nesse espírito que o guitarrista e vocalista Bruno Paschoal deixa o recado para quem sobe ao palco nas seletivas: “Trabalhem bastante nos seus shows ao vivo, que isso impacta muito, e não desistam nunca. Vão sempre tentando porque uma hora a coisa acontece”.

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