Mudança

Novas regras do Pix entram em vigor com bloqueios e limites; veja o que muda

Banco Central adota medidas como retenção de valores e restrições em dispositivos não cadastrados para reforçar segurança

Thiago Borgespor Thiago Borges em 25 de abril de 2026
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As novas regras de segurança do Pix já estão valendo no Brasil, conforme as diretrizes do Banco Central (BC). As mudanças incluem mecanismos como bloqueio temporário de valores e ajustes nos limites de transferências em situações consideradas suspeitas.

As medidas fazem parte de uma padronização nacional com foco em ampliar a proteção do sistema de pagamentos instantâneos. A proposta é dificultar fraudes e permitir mais tempo para análise de operações atípicas, sem interromper o funcionamento do serviço.

Na prática, situações comuns, como o uso do Pix em um celular novo, podem acionar camadas adicionais de segurança. Nesses casos, pode haver redução de limites ou retenção temporária de valores para verificação.

Entre as principais novidades está o chamado bloqueio cautelar. O mecanismo permite que instituições financeiras retenham valores recebidos via Pix por até 72 horas quando há indícios de irregularidade.

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Durante esse período, a transação passa por análise. Ao final, o valor pode ser liberado ao destinatário ou devolvido, conforme o resultado da verificação. A medida funciona como prevenção, evitando que recursos suspeitos sejam rapidamente movimentados entre contas.

Outro ponto envolve o uso do Pix em dispositivos não cadastrados. Quando o acesso é feito por um celular novo ou diferente do habitual, os limites passam a ser mais restritivos.

Nessas situações, passam a valer regras como transferências de até R$ 200 por operação e limite diário de R$ 1.000, com ampliação gradual após a validação do dispositivo. O procedimento busca confirmar que a movimentação está sendo feita pelo titular da conta.

Além disso, o horário das transferências também influencia os limites. No período noturno, entre 20h e 6h, o teto padrão para pessoas físicas é de R$ 1.000. A restrição foi criada para reduzir crimes como fraudes sob coação e sequestros-relâmpago, mais comuns fora do horário comercial.

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