segunda-feira, 4 de maio de 2026
Comissão de Assuntos Econômico

Sob pressão: Galípolo vai ao Senado para explicar ação do BC no caso Banco Master

Presidente do Banco Central será cobrado por senadores sobre alertas ignorados, documentos pendentes e decisões tomadas antes da intervenção na instituição

Thais Munizpor Thais Muniz em 4 de maio de 2026
Galípolo
Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo - Créditos: Lula Marques/ABr

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa nesta terça-feira (5) de uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para apresentar detalhes sobre a política monetária e responder a questionamentos sobre a atuação da autoridade monetária no caso Banco Master. A convocação ocorre em meio à pressão de parlamentares por esclarecimentos sobre possíveis falhas na fiscalização da instituição financeira antes da intervenção realizada em dezembro de 2025.

A expectativa entre os integrantes da comissão é de que Galípolo explique por que o Banco Central não adotou medidas mais severas diante de uma série de alertas de irregularidades enviados ao Banco Master ao longo dos anos. O tema ganhou força após declarações do presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que apontou demora na reação da autarquia.

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Alertas e cobrança por respostas

Segundo Renan, o Banco Central encaminhou 23 comunicados sobre indícios de irregularidades ao Banco Master sem que providências mais rígidas fossem adotadas até a intervenção. “É necessário entender por que a autarquia não agiu de forma mais incisiva anteriormente”, afirmou o senador ao defender a importância da presença de Galípolo na comissão.

O senador também informou que a CAE ainda aguarda documentos relacionados ao processo envolvendo o Banco Master. De acordo com ele, os materiais deveriam ter sido enviados pelo Banco Central, mas seguem pendentes. A ausência dessas informações ampliou a cobrança dentro do grupo de trabalho criado em fevereiro para investigar fraudes bilionárias ligadas à instituição financeira.

Além das dúvidas sobre o Banco Master, Renan direcionou críticas à postura de Galípolo em relação ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O parlamentar classificou como leniente a condução diante de acusações envolvendo Campos Neto, citado em suspeitas de irregularidades de período anterior, quando atuava como diretor do Banco Santander.

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