terça-feira, 20 de outubro de 2026
rede de proteção as mulheres

Goiânia cria Rede de Proteção à Mulher com atendimento integrado e humanizado

Estrutura reúne órgãos municipais, estaduais e federais para atendimento humanizado e redução da violência contra mulheres

Micael Mourapor em
Proteção
Fotos: Alex Malheiros

O prefeito Sandro Mabel assinou, nesta quarta-feira (6), no Paço Municipal, o documento que cria a Rede de Proteção à Mulher em Goiânia. Também foi institucionalizada a Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, que prevê atendimento contínuo, humanizado e articulado, com foco na redução da revitimização e no fortalecimento da rede pública de acolhimento.

Segundo Mabel, a proposta integra serviços municipais, estaduais e federais para garantir atendimento imediato às vítimas. “Goiânia será referência para o Brasil. Estamos criando uma rede de proteção com acolhimento completo, desde a denúncia até proteção, abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e prevenção”, afirmou.

A consultora do Ministério da Saúde e especialista em políticas de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), Cheila Marina de Lima, destacou que a prefeitura institucionaliza a rede de atenção às pessoas em situação de violência após 26 anos de discussões sobre o tema.

A promotora de Justiça Carla Brant, coordenadora do Grupo de Atuação Especial na Proteção da Mulher (Gaemulher), classificou o momento como histórico e afirmou que Goiânia pode se tornar referência nacional no enfrentamento à violência contra mulheres.

Leia mais: Goiânia integra projeto nacional para construção de políticas públicas de vigilância do feminicídio

Durante a solenidade, foram apresentados dados sobre violência contra mulheres na capital. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 2.888 casos. Somente em março de 2026, houve 965 notificações.

Os dados também mostram que metade das mulheres vítimas de violência morreu até 32 dias após a notificação, enquanto 25% morreram em até três dias. Segundo o levantamento, mulheres encaminhadas adequadamente para a rede de proteção têm redução de 64% no risco de feminicídio.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, informou que todas as unidades de urgência da capital terão um Consultório Lilás, espaço voltado ao acolhimento de mulheres em situação de violência.

A Rede de Proteção às Mulheres reúne instituições como o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Universidade Federal de Goiás (UFG), além de órgãos municipais, estaduais e entidades de defesa dos direitos das mulheres.

Rede amplia atendimento a diferentes grupos vulneráveis

Com a institucionalização da Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, a gestão municipal busca garantir maior integração, agilidade e atendimento humanizado e continuado às vítimas de todas as idades e perfis, incluindo mulheres, crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, povos originários, migrantes e pessoas em situação de rua.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Erizania de Freitas, afirmou que a proposta prevê a participação integrada de todos os órgãos ligados às políticas setoriais. “Para que a gente estude caso a caso e possa propor avanços”, disse.

A juíza Hanna Lídia Rodrigues, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Goiânia, ressaltou a importância da iniciativa. “O trabalho começou agora e é árduo. Cada segmento de vulnerabilidade necessita de atenção e escuta especial, além de serviços públicos em áreas diversas”, afirmou.

A atuação da rede será intersetorial, envolvendo saúde, assistência social, políticas para mulheres, educação, Conselho Tutelar, direitos humanos, Ministério Público, Tribunal de Justiça e forças de segurança pública.

Além do atendimento direto às vítimas, a rede também atuará na vigilância e prevenção da violência, monitoramento dos casos, produção e disseminação de dados e apoio à formulação de políticas públicas.

A Rede de Proteção às Mulheres reúne instituições como o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Universidade Federal de Goiás (UFG), além de órgãos municipais, estaduais e entidades de defesa dos direitos das mulheres.

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