quarta-feira, 6 de maio de 2026
disputa familiar

Idosa denuncia espionagem com drone e filho é preso em disputa por herança, em Iporá

Defesa nega irregularidades e diz que equipamento era usado apenas para monitorar patrimônio; caso envolve família da prefeita de Iporá

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 6 de maio de 2026
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Idosa denuncia espionagem com drone e filho é preso em disputa por herança, em Iporá. Foto: Reprodução

Uma idosa de 76 anos afirma ter sido espionada por um drone em meio a uma disputa familiar por uma herança estimada em R$ 60 milhões. O caso envolve a família da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, e resultou na prisão do empresário Maurício Peres da Cunha, irmão da gestora, na última segunda-feira (4), por suposto descumprimento de medidas protetivas.

De acordo com a defesa da idosa, Doralice Francisca Peres da Cunha, ela procurou a Polícia Civil após perceber a presença recorrente de um drone sobrevoando a fazenda onde mora, enquanto cuidava do gado com um funcionário. A partir da denúncia, os policiais localizaram Maurício acompanhado de um terceiro homem, identificado como Cleiton, ambos com o equipamento que teria sido utilizado para captar imagens nas proximidades da propriedade.

Idosa denuncia espionagem com drone

Em nota, os advogados de Doralice afirmam que ela não tinha como identificar previamente quem operava o drone, limitando-se a relatar às autoridades um fato considerado preocupante. Segundo a defesa, a prisão ocorreu com base em indícios de descumprimento de uma decisão judicial vigente, e não por iniciativa pessoal da idosa.

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Idosa denuncia espionagem com drone e filho é preso em disputa por herança, em Iporá. Foto: Reprodução

Os representantes de Doralice também negam que ela tenha intenção de vender o rebanho, destacando que, mesmo aos 76 anos, ela atua como inventariante e segue envolvida diretamente na administração da propriedade rural.

Por outro lado, a defesa de Maurício contesta as acusações. Os advogados afirmam que ele não violou nenhuma medida judicial e que estava a mais de 1,5 km do local, utilizando o drone apenas para monitorar o patrimônio da família. Segundo essa versão, não houve qualquer intenção de vigilância sobre familiares.

A defesa do empresário também sustenta que ele agiu dentro de seus direitos como herdeiro e classificou a prisão como indevida. Além disso, levantou a acusação de que Doralice e a prefeita Maysa Cunha teriam autorizado a venda de animais do espólio sem autorização judicial — alegação que, até o momento, não integra a investigação policial.

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