quarta-feira, 6 de maio de 2026
prisão

Irmão da prefeita de Iporá é preso por descumprir medida protetiva

Empresário nega irregularidade e diz que ação está ligada a disputa por herança de R$ 60 milhões

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 5 de maio de 2026
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Irmão da prefeita de Iporá é preso por descumprir medida protetiva. Foto: Reprodução

O empresário Maurício Peres da Cunha, irmão da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, foi preso em flagrante na segunda-feira (4) sob suspeita de descumprir uma medida protetiva que o impede de se aproximar da própria mãe, Doralice Francisca Peres Cunha. O caso ocorreu às margens da rodovia GO-060.

De acordo com a Polícia Civil, a corporação foi acionada após Doralice relatar a presença de um drone sobrevoando o rebanho na propriedade onde vive. Durante a abordagem, os policiais localizaram Maurício em uma caminhonete, acompanhado de outro homem. No veículo, foram encontrados um drone e equipamentos como controle, baterias e carregador.

Irmão da prefeita de Iporá é preso

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Irmão da prefeita de Iporá é preso por descumprir medida protetiva. Foto: Reprodução

Ainda segundo a polícia, o empresário afirmou que estava no local para registrar imagens do gado, alegando suspeitar de irregularidades envolvendo bens do espólio familiar. No entanto, os agentes entenderam que a presença dele nas proximidades da fazenda configura violação da medida protetiva, que também abrange propriedades ligadas à mãe.

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A prisão foi confirmada pelo delegado Ramon Queiroz, e Maurício foi encaminhado à unidade prisional do município. O caso foi enquadrado como infração ao artigo 24-A da Lei Maria da Penha.

A defesa do empresário contesta a versão apresentada pela polícia e nega o descumprimento da ordem judicial. Segundo os advogados, o episódio está relacionado a uma disputa familiar por uma herança estimada em cerca de R$ 60 milhões. Eles afirmam que Maurício estava a mais de 1,5 km do curral e utilizou o drone apenas para acompanhar a situação do patrimônio, sem qualquer intenção de vigiar familiares.

Os defensores também sustentam que o empresário agiu dentro de seu direito como herdeiro e classificam a prisão como indevida. Em nota, acrescentaram que a inventariante Doralice e a prefeita Maysa Cunha teriam autorizado a venda de animais pertencentes ao espólio sem autorização judicial. Essas alegações, no entanto, fazem parte exclusivamente da versão da defesa e não constam, até o momento, na investigação policial.

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