Em menos de 2 meses, 4 casos de violência contra coletores de lixo são registrados
Limpa Gyn diz que presta suporte aos trabalhadores agredidos e já possui ações de segurança integradas com a Prefeitura de Goiânia
Em menos de dois meses, quatro casos de agressões a funcionários do Consórcio Limpa Gyn foram registrados, em Goiânia. Mais recentemente, na noite da última segunda-feira (27), no Setor Santa Helena, foi registrada mais uma agressão.
De acordo com o Consórcio, a equipe realizava a coleta próximo das 21h, quando um motociclista ficou irritado com a parada do caminhão para o recolhimento do lixo. Por conta disso, o homem teria parado a moto e impedido a continuidade do serviço.
Diante da situação, o motorista desceu da cabine e teria pedido ao motociclista para que tirasse a moto do local. Segundo o relato da empresa, o agressor teria empurrado a porta do caminhão contra o funcionário e atingido seu braço e cabeça. Na sequência, o motociclista teria quebrado o retrovisor do caminhão, lançado uma pedra contra o motorista e tentado atropelar um dos coletores.
O suspeito deixou o local após a agressão antes da chegada das equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O homem foi identificado e preso posteriormente pela GCM. O trabalhador recebeu atendimento médico, registrou boletim de ocorrência e passou a receber acompanhamento da equipe de assistência social do Consórcio.
Casos anteriores
No dia 03 de junho, no Setor Negrão de Lima, um perito da Polícia Técnico-Científica de Goiás teria agredido e ameaçado com uma arma os coletores da empresa. Segundo a corporação, o servidor está afastado de suas atividades desde janeiro de 2025 e desde de 2019 não possui porte funcional de arma, não recebeu armamento institucional e exercia apenas funções administrativas antes do afastamento.
Menos de uma semana depois, no dia 09 de junho, dois coletores de lixo da Limpa Gyn foram agredidos por um morador de um condomínio na Vila Mutirão, em Goiânia. O suspeito teria se irritado com a parada momentânea do caminhão de coleta na entrada do residencial e atacado os funcionários com um pedaço de madeira.
O terceiro caso ocorreu no dia 21 de julho, no Setor Bueno, e seguiu a mesma lógica dos anteriores. O caminhão parou momentaneamente para realizar a coleta e as imagens das câmeras de segurança de um condomínio mostraram um homem agredindo um coletor após discutir com a equipe durante a coleta de lixo.
Reações
Em nota enviada ao O HOJE, o Consórcio Limpa Gyn pontuou que o aumento dos casos de violência contra os profissionais da limpeza urbana gera preocupação. “Essa escalada é inadmissível e não pode ser tratada com naturalidade. Coletores e motoristas trabalham diariamente expostos ao trânsito e a diferentes situações de risco, por isso precisam ter sua integridade física, sua dignidade e seu trabalho respeitados”, destaca.
Além disso, a empresa explicou que tem prestado o suporte jurídico e psicológico necessário, além de contar com uma equipe de assistência social preparada para acolher e acompanhar os funcionários. “Reforçamos a importância da conscientização da população, especialmente sobre a necessidade de paciência, respeito e colaboração durante a prestação dos serviços”.
Trabalho integrado com o Paço
Em relação a ações para aumentar a segurança dos trabalhadores, o Consórcio disse que já trabalha de forma integrada com a Prefeitura de Goiânia antes mesmo dos casos de agressão. Dentre as medidas adotadas estão a instalação de câmeras nos caminhões de coleta, que permitem o monitoramento da operação em tempo real, além de auxiliarem na identificação de possíveis ocorrências.
“A identificação e a prisão do responsável pelo caso mais recente, inclusive, foram resultado de um trabalho integrado entre o Consórcio Limpa Gyn, a Guarda Civil Metropolitana e a Prefeitura de Goiânia”, complementa.
Em vídeo publicado no Instagram, o prefeito Sandro Mabel afirmou que pediu uma atuação mais forte da GCM para proteger os funcionários da limpeza urbana. “Já orientei a GCM. A nossa Guarda Municipal vai andar atrás dos malandros […] Quem agredir um funcionário desse jeito vai arrumar uma cadeia”, disse.
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