Apoio de Eduardo a aliado de Valdemar em São Paulo gera críticas nas redes sociais
Críticas nas redes acusam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter cedido a um nome do Centrão
O apoio do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro à pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), ao Senado Federal gerou uma série de críticas ao filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
Eduardo acertou seu apoio a Prado nesta semana, após negociações que envolveram o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O presidente da Alesp é próximo de Valdemar.
O cacique do PL e Prado viajaram para os Estados Unidos nas últimas semanas para tratar sobre o apoio de Eduardo. Antes de fechar seu apoio ao deputado estadual, o ex-deputado federal sinalizava que iria apoiar um “bolsonarista raíz”. Os principais cotados eram o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL).
Nas redes sociais, uma enxurrada de críticas acusam Eduardo de ter cedido a um nome do Centrão. Em sua defesa, Eduardo alegou que Prado possui “uma excelente relação com centenas de prefeitos em São Paulo”. “Isso daí vai servir de base para o Flávio Bolsonaro. Vai servir de base também para vários outros candidatos do nosso partido e alinhados conosco”, disse Eduardo em vídeo publicado no Instagram.
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O nome preferido dos críticos a Prado é o do deputado Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro. O parlamentar tem atacado o presidente da Alesp, a quem chama de “Valdemarzinho”. Salles defende que os candidatos apoiados pelo bolsonarismo ao Senado em São Paulo sejam ele e o deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
O grupo de Tarcísio tenta convencer Salles a não disputar o Senado. A leitura é que, com mais de dois candidatos, pode haver uma distribuição de votos entre os nomes à direita, o que facilitaria a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que articula para ter nomes mais ao centro no estado. Os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) são os principais cotados para disputarem as duas cadeiras na Casa Alta por São Paulo.