quinta-feira, 28 de maio de 2026
POLÍTICA

GDF projeta superávit de R$ 2 bilhões e aposta em ajuste fiscal para equilibrar contas em 2026

Governo do Distrito Federal afirma que medidas de contenção de despesas e crescimento da arrecadação devem reverter déficit registrado no início do ano

Jéssica Nascimentopor Jéssica Nascimento em 28 de maio de 2026
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O secretário Valdivino Oliveira apresenta resultado do primeiro quadrimestre em audiência pública na Câmara Legislativa | Foto: Vinícius de Melo/SEEC-DF

O Governo do Distrito Federal quer encerrar 2026 com superávit de R$ 2 bilhões nas contas públicas. A projeção foi apresentada pela Secretaria de Economia durante audiência pública de prestação de contas na Câmara Legislativa do DF, após o Executivo registrar déficit orçamentário de R$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre do ano.

Entre janeiro e abril, a arrecadação total do DF chegou a R$ 13,4 bilhões, enquanto as despesas empenhadas alcançaram R$ 15,3 bilhões. Mesmo com o cenário inicial de desequilíbrio, o governo sustenta que a recuperação fiscal já está em andamento e deve ganhar força ao longo do segundo semestre.

“O objetivo é reorganizar as contas públicas sem comprometer os serviços essenciais. Estamos adotando medidas responsáveis para garantir equilíbrio fiscal e capacidade de investimento”, afirmou o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.

Segundo os dados apresentados pelo GDF, a receita corrente líquida do Distrito Federal alcançou R$ 41,8 bilhões nos últimos 12 meses. O resultado mantém o DF dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, principalmente em relação aos gastos com pessoal e endividamento.

A arrecadação do ICMS, principal tributo do DF, somou R$ 4,5 bilhões no quadrimestre, crescimento superior a 11% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o IPVA arrecadou cerca de R$ 1,2 bilhão, enquanto o ISS ultrapassou R$ 1 bilhão no período.

Para alcançar a meta de superávit, o governo iniciou uma série de medidas de ajuste fiscal, incluindo revisão de contratos, contenção de despesas administrativas, monitoramento permanente das contas públicas e ampliação da eficiência arrecadatória.

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“O crescimento da arrecadação mostra que as ações implementadas estão funcionando. Nosso foco é manter a responsabilidade fiscal e garantir segurança financeira ao Distrito Federal”, destacou Valdivino.

Outro ponto citado pela equipe econômica é o avanço do processo de securitização da dívida ativa do DF, estimada em aproximadamente R$ 52 bilhões. A proposta permitirá transformar créditos tributários em ativos financeiros, ampliando a liquidez do caixa do governo e fortalecendo a capacidade de investimento da administração pública.

Durante a audiência, a Secretaria de Economia também informou que o DF mantém situação confortável em relação ao endividamento. A dívida consolidada líquida permanece abaixo dos limites fixados pelo Senado Federal, enquanto o gasto com pessoal segue distante do teto prudencial.

Mesmo diante do cenário de ajuste, o governo afirma que a prioridade é manter investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, mobilidade e infraestrutura, sem comprometer o funcionamento da máquina pública.

“Estamos trabalhando para garantir equilíbrio das contas e preservar a capacidade do governo de continuar investindo e atendendo a população”, concluiu o secretário.

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