quarta-feira, 27 de maio de 2026
POLÍTICA

Bancada do PT cobra plano do GDF para salvar BRB após reunião no Ministério da Fazenda

Parlamentares se reuniram com equipe econômica do governo federal para discutir capitalização do banco e demonstraram preocupação com possível ajuste fiscal no DF

Jéssica Nascimentopor Jéssica Nascimento em 27 de maio de 2026
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Reunião entre deputados do PT-DF e o ministro da Fazenda, Dario Durigan/ Divulgação

O futuro do Banco de Brasília (BRB) foi tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira (27) entre integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal e representantes do Ministério da Fazenda. O encontro discutiu medidas emergenciais para evitar um agravamento da crise financeira enfrentada pela instituição, que sofre pressão do mercado e do Banco Central.

A principal sinalização do governo federal foi a flexibilização temporária das regras fiscais do Distrito Federal para permitir que o Governo do DF amplie sua capacidade de endividamento e viabilize operações de crédito voltadas ao fortalecimento do BRB.

Segundo parlamentares que participaram da reunião, a União não fará aporte direto de recursos no banco, mas abriu caminho para que a instituição consiga captar empréstimos bilionários junto a grandes bancos públicos e privados.

Participaram do encontro a deputada federal Erika Kokay e os deputados distritais Gabriel Magno, Chico Vigilante e Ricardo Vale, todos do PT. A reunião foi conduzida pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com os parlamentares, a operação em construção pode ultrapassar R$ 6 bilhões e envolver instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e bancos privados. A proposta ainda depende de alinhamentos finais que devem ser discutidos em reunião prevista no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O governo Lula impediu a quebra do BRB. Não colocou dinheiro diretamente, mas viabilizou a possibilidade de empréstimos com grandes bancos. Agora, o GDF precisa apresentar como pretende capitalizar entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões”, afirmou o deputado distrital Gabriel Magno.

A deputada Erika Kokay afirmou que a crise financeira do BRB foi provocada por decisões tomadas pelo Governo do Distrito Federal e ressaltou que a atuação da União foi decisiva para impedir um colapso institucional.

“Foi uma crise criada pelo Governo do Distrito Federal. A União atuou para preservar um banco estratégico para Brasília e para a população do DF”, declarou.

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Apesar do avanço nas negociações, os parlamentares demonstraram preocupação com a contrapartida que deverá ser apresentada pelo Palácio do Buriti. O governo local trabalha na elaboração de um plano de ajuste fiscal para atender às exigências relacionadas à recuperação financeira do banco. A bancada petista teme que o pacote venha acompanhado de cortes orçamentários considerados severos, com impacto sobre serviços públicos, investimentos sociais e despesas do funcionalismo.

“Vamos fiscalizar para que a população mais pobre não seja obrigada a pagar essa conta”, disse Gabriel Magno.

Nos bastidores, integrantes do PT afirmam que acompanharão de perto a formulação do plano econômico e as futuras auditorias relacionadas à operação de socorro ao BRB.

A crise envolvendo o banco público se intensificou após problemas relacionados a ativos ligados ao Banco Master e dificuldades para atender exigências de capital impostas pelo Banco Central. Além disso, a instituição acumula pressão pela falta de divulgação de balanços financeiros recentes.

Mesmo diante do cenário de instabilidade, parlamentares e integrantes do governo federal têm defendido a manutenção do BRB como banco público regional e estratégico para a economia do Distrito Federal. A expectativa é que a operação construída com apoio da União dê ao GDF tempo para reorganizar as finanças do banco e recuperar a confiança do mercado sem recorrer à privatização da instituição.

 

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