Professor goiano encontrado morto após desaparecer na Argentina é velado em Goiânia
Danilo Neves Pereira desapareceu após encontro em Buenos Aires; família ainda busca respostas sobre circunstâncias da morte
O corpo do professor e pesquisador goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, encontrado morto após desaparecer em Buenos Aires, foi repatriado ao Brasil e chegou ao país na manhã de segunda-feira (11), pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O velório e o sepultamento aconteceram na manhã desta terça-feira (12), em Goiânia, cidade natal do pesquisador.
A cerimônia de despedida foi realizada das 8h às 12h, no Complexo Vale do Cerrado, localizado na saída para Trindade, e foi aberto somente para familiares e amigos.
Caso mobilizou família e segue cercado de questionamentos
Danilo estava desaparecido desde o dia 14 de abril de 2026, após sair para um encontro marcado por aplicativo na capital argentina. Dias depois, ele foi encontrado em estado grave e encaminhado para um hospital, onde morreu.
O caso gerou forte repercussão entre familiares, amigos e membros da comunidade acadêmica, principalmente pelas circunstâncias ainda não esclarecidas da morte. A polícia argentina segue investigando o caso, enquanto a família contesta informações iniciais relacionadas ao possível uso de substâncias e aguarda os laudos finais.
Professor construiu trajetória acadêmica reconhecida
Natural de Goiânia, Danilo nasceu em 21 de janeiro de 1991 e era o filho mais velho de dois irmãos. Desde a infância demonstrava facilidade com idiomas e interesse pela língua inglesa, aprendendo de forma autodidata por meio de revistas e filmes.
Formado em Letras pela Universidade Federal de Goiás, construiu uma trajetória acadêmica consolidada. Fez mestrado, publicou livros e chegou a lecionar português na Emory University, nos Estados Unidos.
Danilo também atuou por mais de dez anos no Centro de Línguas da UFG e era conhecido entre alunos e colegas pela criatividade, expressividade e forte atuação acadêmica e cultural. O pesquisador concluía um doutorado em Linguística Aplicada na Argentina quando morreu.