Manchas discretas podem ser os primeiros sinais de vitiligo
O vitiligo também pode afetar mucosas, como a parte interna da boca, narinas e região genital
O vitiligo é uma doença de pele marcada pela perda de pigmentação em determinadas regiões do corpo, causando manchas brancas que podem surgir de forma gradual e atingir diferentes áreas. Apesar de não ser contagiosa e, na maioria dos casos, não provocar dor ou coceira, a condição ainda gera dúvidas e impacta diretamente a autoestima de milhares de pessoas.
Segundo a dermatologista Sabrina Esteves, a doença ocorre devido à destruição dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, substância que dá cor à pele, aos cabelos e aos pelos. Embora a causa exata ainda não seja completamente conhecida, a especialista aponta que fatores genéticos, autoimunes e emocionais podem contribuir para o desenvolvimento do quadro.
“As manchas características do vitiligo costumam ter coloração branca leitosa, bordas bem delimitadas e formatos variados, podendo ser arredondadas, ovais ou lineares”, afirma a médica. Em alguns casos, surgem pequenas marcas semelhantes a pontos espalhados pela pele. Os sintomas aparecem com maior frequência no rosto, especialmente ao redor dos olhos e da boca, além das mãos, pescoço, couro cabeludo, joelhos e cotovelos.
O vitiligo também pode afetar mucosas, como a parte interna da boca, narinas e região genital. Outra característica comum é o embranquecimento dos pelos e cabelos nas áreas atingidas. Em situações mais raras, a doença pode comprometer estruturas ligadas à audição e aos olhos, provocando perda auditiva e inflamações oculares.
Além das alterações físicas, a médica alerta para os impactos emocionais provocados pela condição. “Pacientes diagnosticados com vitiligo frequentemente enfrentam episódios de ansiedade, baixa autoestima, estresse psicológico e depressão, principalmente devido ao preconceito e à desinformação sobre a doença”, afirma.
Os primeiros sinais do vitiligo costumam aparecer por meio de pequenas manchas claras na pele, principalmente em áreas mais expostas ao sol, como rosto, braços e dorso das mãos. Em muitos casos, essas alterações surgem de forma gradual e podem aumentar com o passar do tempo.
As manchas também podem se desenvolver em regiões que sofreram algum tipo de trauma na pele, como queimaduras, cortes ou ferimentos. Outra característica observada nos estágios iniciais da doença é o embranquecimento dos pelos na área afetada. Em algumas pessoas, os cabelos, cílios e sobrancelhas também podem perder a pigmentação precocemente.
O surgimento dessas manchas está relacionado à destruição progressiva dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. Com a redução ou ausência dessas células, determinadas regiões passam a perder a coloração natural.
Além das alterações visíveis na pele, o vitiligo pode provocar aumento da sensibilidade ao sol e atingir áreas de mucosa, como boca, nariz e região genital. Em casos menos frequentes, a doença também pode afetar os olhos e a audição, causando inflamações oculares e alterações auditivas.
Tratamentos para vitiligo ajudam a controlar avanço das manchas
O tratamento do vitiligo tem avançado nos últimos anos e hoje conta com diferentes abordagens capazes de controlar a progressão da doença e estimular a repigmentação da pele. A definição do método mais adequado depende do tipo de vitiligo, da extensão das manchas e das áreas do corpo afetadas, sendo necessária avaliação individualizada por um dermatologista.
Entre as opções mais utilizadas estão pomadas e cremes tópicos à base de corticoides e imunomoduladores, medicamentos que atuam reduzindo a resposta imunológica responsável pela destruição dos melanócitos, células encarregadas da produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.
Nos casos em que a doença apresenta evolução rápida ou atinge grandes áreas do corpo, os especialistas podem indicar medicamentos orais, como corticoides e imunossupressores, para tentar interromper o avanço das manchas despigmentadas.
A fototerapia com luz ultravioleta UVB e UVA também é considerada uma das principais alternativas terapêuticas para pacientes com vitiligo generalizado. Em alguns tratamentos, a técnica pode ser associada ao uso de substâncias fotossensibilizantes, como o psoraleno, aumentando a resposta da pele ao procedimento.
Outra possibilidade é a laserterapia, geralmente indicada para manchas pequenas e estáveis. Em situações mais resistentes aos tratamentos convencionais, procedimentos cirúrgicos podem ser adotados, como enxertos de pele saudável e transplante de melanócitos, especialmente em pacientes que permanecem sem evolução da doença por longos períodos.