NEGOCIAÇÕES

Irã afirma que a falta de confiança de Teerã nos EUA trava acordo

O governo iraniano afirmou que as negociações só vão avançar quando os EUA demonstrarem seriedade

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 15 de maio de 2026
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Foto: Sina drakhshani/ Unsplash

A possibilidade de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos voltou a enfrentar obstáculos nesta sexta-feira (15), após declarações do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e do presidente Donald Trump. Enquanto Teerã afirma não ter “nenhuma confiança” em Washington, a Casa Branca intensifica a pressão para que um acordo sobre o programa nuclear iraniano seja fechado.

Durante visita a Nova Déli para participar da reunião de chanceleres do Brics, Araqchi afirmou que o governo iraniano só aceita voltar à mesa de negociações caso os Estados Unidos demonstrem seriedade. Segundo ele, a desconfiança em relação aos norte-americanos impede avanços imediatos nas tratativas.

O chanceler também comentou a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás. De acordo com Araqchi, embarcações podem atravessar a região, desde que não estejam ligadas a países em guerra contra Teerã.

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Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante visita a Nova Déli (Foto: Reprodução/ @Iran_GOV)

A área se tornou um dos principais pontos de tensão do conflito desde o início dos confrontos, quando o Irã restringiu grande parte do tráfego marítimo. Antes da escalada militar, o estreito concentrava cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás.

 

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Donald Trump volta a pressionar Teerã por um acordo

Nos Estados Unidos, Trump voltou a endurecer o discurso contra Teerã. O presidente afirmou que a proposta mais recente apresentada pelos iranianos contém pontos “inaceitáveis”, sobretudo em relação ao programa nuclear. Segundo ele, o Irã havia concordado em abandonar material enriquecido, mas depois recuou da posição.

Em entrevista exibida pela Fox News, na quinta-feira (14), o republicano já havia demonstrado insatisfação afirmando que ele não seria “muito mais paciente” e reafirmou que Teerã “deveria fazer um acordo”.

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