Lula cita queda no desmatamento e diz: “Vou mandar foto para Trump”
Após queda do desmatamento, Lula manda alfineta Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou, nesta sexta-feira (7), os dados de redução dos alertas de desmatamento na Amazônia e afirmou que pretende enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma fotografia dos gráficos apresentados durante um evento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A declaração ocorreu durante uma agenda no instituto. Lula afirmou que o Brasil trata a questão climática com seriedade e mencionou as diferenças entre as políticas ambientais dos dois países.
“Depois quero tirar fotografia dos gráficos que vocês colocaram para mandar pro Trump”, afirmou o presidente.

O que mostram os dados do Inpe
Os dados divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) apontaram uma redução de 36,05% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026.
O levantamento registrou 2.874,38 km² de áreas sob alerta no período. O resultado foi apresentado pelo governo como parte dos dados utilizados para acompanhar a evolução do desmatamento na região.
Além disso, Lula afirmou que o Brasil não adota uma postura de negação diante das mudanças climáticas.
“Neste país a gente leva a questão climática com muita seriedade porque não somos negacionistas. A gente está vendo as coisas acontecendo”, declarou.

Meio ambiente entrou na discussão comercial
A política ambiental brasileira também aparece nas discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo norte-americano já citou questões relacionadas ao desmatamento entre as justificativas utilizadas para medidas comerciais contra produtos brasileiros.
Nesse contexto, o governo de Donald Trump afirma que os padrões ambientais adotados pelo Brasil poderiam gerar vantagens competitivas para produtores nacionais. Os Estados Unidos também defendem que parceiros comerciais cumpram determinados critérios ambientais.
O governo brasileiro, por outro lado, tem mantido as negociações comerciais com Washington e busca preservar os interesses nacionais nas discussões.
Lula defende negociação sobre terras raras
Durante o evento, Lula também falou sobre a comercialização de minerais críticos e terras raras. Segundo o presidente, o Brasil pretende negociar com diferentes parceiros sem estabelecer preferência por um país específico.
“Entreguei na mão dele [Trump] a questão dos minerais críticos, das terras raras. O Brasil não tem veto aos Estados Unidos, não tem preferência pela China, pela França. O Brasil quer negociar em igualdade”, afirmou.

Lula também disse que o país não pretende atuar apenas como exportador de matérias-primas. Segundo ele, o objetivo é negociar as riquezas brasileiras considerando os interesses nacionais.
A declaração ocorre em meio às discussões entre Brasil e Estados Unidos sobre comércio, tarifas e acesso a recursos minerais estratégicos.
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