Tempo seco também afeta cães e gatos; saiba reconhecer os sinais
Baixa umidade pode provocar problemas respiratórios, irritação nos olhos, alergias e até exaustão nos pets
O tempo seco que vem atingindo diversas regiões do Brasil não traz desconforto apenas para os humanos. Cães e gatos também sofrem com os impactos da baixa umidade do ar, principalmente quando as temperaturas permanecem elevadas por vários dias seguidos.
Veterinários alertam que o clima seco pode causar irritação nas vias respiratórias, ressecamento da pele e dos olhos, além de aumentar os riscos de desidratação e doenças respiratórias nos animais de estimação.
Segundo especialistas, pets com focinho curto — como pug, bulldog, shih-tzu e persa — estão entre os mais vulneráveis, já que possuem maior dificuldade respiratória naturalmente. Filhotes e animais idosos também exigem atenção redobrada.
Entre os sinais de alerta estão respiração ofegante excessiva, cansaço, tosse, espirros, olhos avermelhados, pele ressecada, perda de apetite e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, o calor e a baixa umidade podem provocar hipertermia e exaustão.
Leia mais:
“Doença do jardineiro”: entenda infecção transmitida por gatos
Hantavírus pode afetar cães e gatos? Entenda riscos e cuidados com os pets
O ar seco também favorece irritações oculares e problemas alérgicos. De acordo com especialistas, a redução da umidade diminui a produção natural de lágrimas, deixando os olhos dos animais mais sensíveis à poeira, fumaça e poluição.
Além disso, veterinários recomendam evitar passeios nos horários mais quentes do dia, principalmente entre 10h e 17h, quando o asfalto pode atingir temperaturas elevadas e causar queimaduras nas patas dos cães.
Veja cuidados importantes com os pets no tempo seco
- Mantenha água fresca sempre disponível
- Evite passeios nos horários mais quentes
- Use umidificadores ou toalhas molhadas nos ambientes
- Observe sinais de cansaço e dificuldade respiratória
- Evite exposição prolongada ao sol
- Redobre a atenção com filhotes, idosos e raças braquicefálicas
Especialistas reforçam que, diante de sintomas persistentes, o ideal é procurar atendimento veterinário rapidamente para evitar agravamento do quadro clínico.