sexta-feira, 23 de outubro de 2026
importância do tratamento

Fibromialgia afeta milhões de brasileiros e ainda é subdiagnosticada; entenda a condição

Médica explica que síndrome de dor crônica não aparece em exames convencionais, mas seus sintomas são reais e podem comprometer trabalho, sono e saúde mental

Luana Avelarpor em
Fibromialgia

A fibromialgia atinge entre 2% e 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, com predominância no sexo feminino. Apesar dos números expressivos, o diagnóstico ainda representa um desafio clínico: a síndrome não provoca alterações estruturais específicas em exames laboratoriais ou de imagem convencionais, o que frequentemente atrasa a identificação e o tratamento adequado.

A condição é caracterizada por dor musculoesquelética difusa e persistente, associada a fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração, lentificação do pensamento e falhas de memória. Sintomas como síndrome do intestino irritável, cefaleia, ansiedade e depressão também podem acompanhar o quadro, ampliando o impacto na qualidade de vida, na capacidade de trabalho e no convívio social.

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“A fibromialgia é uma condição legítima e complexa, relacionada à forma como o sistema nervoso processa a dor. Mesmo sem alterações evidentes em exames convencionais, os sintomas são reais e podem gerar impacto significativo na vida dos pacientes”, explica a médica. Luise Anibal Calvano.

Como é feito o tratamento

O manejo da fibromialgia envolve estratégias combinadas: educação em dor, atividade física orientada, reabilitação, suporte psicológico, tratamento medicamentoso e, em alguns casos, tratamentos intervencionistas como bloqueios venosos, que ajudam a modular as vias da dor.

“Hoje, conseguimos utilizar abordagens integradas para melhorar não apenas a intensidade da dor, mas também o sono, a disposição, a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. O acompanhamento contínuo e individualizado é essencial para um manejo mais eficaz da fibromialgia”, orienta a especialista.

Para a médica, o reconhecimento precoce da doença é fundamental para evitar sofrimento prolongado e perda funcional, reforçando a importância de buscar avaliação especializada diante de sintomas persistentes e sem explicação aparente nos exames convencionais.

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